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Metade dos pais moçambicanos deixariam os filhos regressar à escola mediante condições

Metade dos pais moçambicanos deixariam os filhos regressar à escola, caso diminuíssem os casos de Covid-19 ou mediante condições de prevenção da propagação da pandemia, segundo um estudo preliminar divulgado quarta-feira pelo Instituto Nacional de Saúde de Moçambique.

19/06/2020  Última atualização 10H13
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Cerca de 50% dos pais mandariam as crianças para a escola mediante a “diminuição de casos ou fim da pandemia, existência de medidas de higiene e segurança ou preparação psicológica das crianças”, disse Khátia Munguambe, docente na Universidade Eduardo Mondlane (UEM), a maior instituição de ensino superior do país.

Khátia Munguambe falava em Maputo no primeiro dia da conferência científica sobre a Covid-19 em Moçambique. A docente acrescentou que os pais iriam preferir também que as escolas pudessem fazer o rastreio das crianças nas escolas. Mas há desafios básicos nas escolas: não têm água, quanto mais sabão para lavagem das mãos.

O outro desafio é a dificuldade de garantir que as crianças cumpram medidas como o uso da máscara e o distanciamento nas salas de aula.
O estudo indica ainda que há desconfiança dos pais sobre a capacidade das escolas de garantir tais condições.
A realização do estudo envolveu dez mil entrevistados em 222 bairros de pelo menos nove províncias moçambicanas.

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