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Merenda escolar custa três milhões de kwanzas

O Executivo vai atribuir, a todos os municípios do país, a quantia de três milhões de kwanzas por mês, para se garantir a merenda escolar. É a forma de reforçar a dieta alimentar das crianças que frequentam o ensino primário nas escolas públicas, anunciou, ontem, no Humabo, a ministra da Acção Social, Família e Promoção da Mulher.

21/01/2022  Última atualização 07H10
Lançamento do programa de merenda escolar decorreu no município do Cachiungo, no Huambo © Fotografia por: Alfredo Kutabiala | edições novembro
Faustina Alves, que falava no município do Cachiungo, no acto de lançamento da fase piloto do projecto da merenda escolar, inserida no Programa Integrado de Desenvolvimento Local de Combate à Pobreza, frisou que a criança está na linha de "prioridade absoluta” das principais acções de desenvolvimento social implementadas pelo Executivo.

A merenda escolar, salientou, contribui "para o despertar de todas as potencialidades das crianças” e "reduz os índices de insucessos e abandono escolar” além de "promover a assiduidade e o efectivo cumprimento da escolaridade obrigatória”.

A ministra esclareceu que o Executivo recebeu, do Grupo Carrinho, uma proposta para o fornecimento de 200 mil lanches por dia, por um período de três anos, com uma perspectiva de cobertura geral de 996 escolas, em 53 municípios.

"O Executivo redireccionou as acções e projectos com vista a responder, com celeridade, aos problemas mais prementes das comunidades, através de um processo assente na municipalização da acção social, tendo em conta o número de crianças que frequentam o ensino primário, em todo o território nacional, cujas famílias estão em situação de vulnerabilidade”, destacou.

O projecto de merenda escolar, realçou, vai servir para atender todas as crianças e os esforços vão ser empreendidos para ver concretizados estes objectivos, para que "as crianças tenham um crescimento harmonioso e assegurar a sua protecção integral”.

Exortou a sociedade a apoiar a distribuição da merenda escolar, para o projecto poder atingir os objectivos pelo qual foi concebido: protecção da situação de insucessos e abandono escolar, bem como o fortalecimento do desenvolvimento psicomotor das crianças.

Papas de cereais

Samuel Candundo, administrador financeiro do grupo Carrinho, disse que a empresa vai fornecer papas de cereais para os lanches das crianças, como forma de dar a conhecer os produtos. O processo começou, ontem, com a  distribuição, numa primeira fase, de 21 mil merendas.

Além do Huambo, actos similares foram realizados nas províncias do Bengo, Benguela, Bié, Cuanza-Sul, Cunene, Huíla, Malanje e Uíge.

"Queremos contribuir para minimizar a situação que as escolas públicas enfrentam, com realce para a falta de merenda escolar”, a todas as crianças no país”, salientou Candundo, na cerimónia de lançamento do programa, testemunhada pela ministra da Educação, Luísa Grilo.

de lançamento do programa, no Huambo, contou com a presença da ministra da Educação, Luísa Grilo, e da governadora do Huambo, Lotti Nolika, além de representantes do gabinete do Vice-Presidente da República, membros do governo da província, técnicos dos ministérios da Educação e da Acção Social, Família e Promoção da Mulher.

A governadora Lotti Nolika exortou os gestores das escolas seleccionadas a terem mais responsabilidade, envidando esforço no acompanhamento da materialização das acções programadas no âmbito do projecto.

Paulina Domingos e Evaristo Chissumo, alunos do ensino primário, mostraram-se regozijados com a iniciativa do Governo de garantir a merenda escolar. Ambos prometeram-se a "não faltar às aulas".



Estácio Camassete e Juliana Domingos | Cachiungo

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