Mundo

Mercenários russos mortos por rebeldes

Quatro mercenários russos do grupo Wagner morreram em combates com os rebeldes do Movimento 3R a 18 de Novembro, em Pare, República Centro-Africana (RCA), revelou, domingo (28), a CNN.

29/11/2021  Última atualização 05H05
Grupos rebeldes matam indiscriminadamente civis na RCA © Fotografia por: DR
O grupo armado 3R integra a Coligação dos Patriotas para a Mudança (CPC), que motivou o colapso dos acordos de paz assinados em 2019, e actua principalmente em regiões do Oeste do país.

Segundo fonte  do  Serviço Militar de Informações, citada pela CNN, " à entrada da localidade, os rebeldes do 3R abriram fogo sobre os elementos da Wagner tendo desencadeado um combate violento".

Três mercenários russos morreram no local e um ferido grave foi evacuado para Baboua, onde viria a falecer devido à gravidade dos ferimentos. Nos confrontos morreram, ainda, um guerrilheiro do 3R e um elemento da milícia cristã anti-balaka.

A RCA está a ferro e fogo há oito anos. Os confrontos aumentaram em número e em intensidade (incluindo com o recurso a minas) nos últimos dois anos, designadamente nas regiões mineiras do país.Em Nova Iorque, o Conselho de Segurança da ONU modificou em 2018 o mandato da MINUSCA, força multinacional de paz integrada na Missão das Nações Unidas para a estabilização da República Centro-Africana.

O parágrafo sobre a "exploração ilícita e o tráfico de recursos naturais” da resolução votada em 2017 pelo Conselho de Segurança da ONU desapareceu, entretanto, da que foi adoptada a 13 de Dezembro de 2018.

Dali em diante, a MINUSCA deixou de ter legitimidade ou competência para atacar as redes de traficantes e impedir o roubo dos diamantes, ouro, urânio e de todos os outros recursos naturais do país.

Os mercenários russos do grupo Wagner têm sido acusados de crimes de guerra, violações e saque das riquezas do país.
"A investigação de Junho de 2021, realizada pela CNN revelou que mercenários russos tinham executado civis e expulso populações locais nas zonas de exploração mineira", refere o Parlamento Europeu na resolução 2021/2982 (RSP) adoptada  no dia 25 de Novembro, sobre as "violações dos Direitos do Homem cometidas por em-presas militares e de segurança privadas, em particular o grupo Wagner."

Comentários

Seja o primeiro a comentar esta notícia!

Comente

Faça login para introduzir o seu comentário.

Login

Mundo