Economia

Mercado de capitais traz novas formas de negociar

O mercado de capitais afigura-se como uma alternativa de obtenção de financiamento de médio e longo prazo para as empresas, além de representar uma forma de negociar no mercado nacional nova e baseada nas boas práticas, considerou a líder do organismo regulador do sector, ontem, em Luanda.

10/09/2021  Última atualização 09H35
© Fotografia por: DR
A presidente do Conselho de Administração da Comissão do Mercado de Capitais (CMC), Maria Baptista, proferiu estas declarações no encerramento de um seminário consagrado às empresas no mercado de valores mobiliários, atribuindo ao regulador, citada pela Angop, o fomento da cultura de transparência, boa governação e práticas de contabilidade e relato financeiro, bem como sociais e ambientais.

É importante que as empresas, enquanto agentes económicos interessados em suprir as necessidades de bens e serviços das famílias, olhem para a entrada neste mercado como uma plataforma eficiente da obtenção de financiamento que, embora exija elevados níveis de conformidade legal e transparência, também garante reputação, contribuindo para o crescimento dos negócios.

Nos sete primeiros meses do ano, lembrou, a Bolsa da Dívida de Valores de Angola (Bodiva) apresentou um volume de negociação de 639,38 mil milhões de kwanzas, enquanto a Indústria de Organismos de Investimento Colectivo (OIC) geria activos de 433,83 mil milhões e foram celebrados contratos de instrumentos derivados na ordem dos 1,97 biliões de kwanzas.

Em adição a esses números, o mercado conta com 109 entidades registadas na CMC e com o primeiro Fundo de Investimento Sustentável a partir de Agosto, o que representa um marco significativo para a OIC, a economia e as pequenas e médias empresas ligadas às práticas de Governação Ambiental e Social (ESG, sigla inglesa).

A responsável anunciou o iminente lançamento, ainda este ano, de "um importante programa para estimular o surgimento de emitentes no mercado de capitais, o  programa Emergentes, que tem o objectivo de auxiliar as empresas no processo de crescimento por via de mentoria de organização e funcionamento, bem como na análise das necessidades de financiamento e de aproximação das empresas aos potenciais investidores”.

Para o sucesso deste programa, está projectada a assistência da Corporação Financeira Internacional (IFC), Banco Africano de Desenvolvimento e Financial Services Volunteer Corps (FSVC), como parceiros financeiros, bem como da Acelera Angola, Founder Institute e Audiconta, Ernst Young, Deloitte e PWC, como parceiros operacionais.

Neste sentido, olha-se de forma positiva para a implementação de uma nova Lei do Regime Geral das Instituições Financeiras, concebida para garantir que o quadro normativo corresponda aos desafios actuais em matéria de estabilidade financeira, em particular, no que respeita ao reforço da regulação e supervisão das instituições.

É nesse sentido que a CMC e o BNA estão a trabalhar para encontrar um prazo limite para que os bancos transfiram a prestação de serviços e actividades de investimento em valores mobiliários e instrumentos derivados para Instituições Financeiras Não Bancárias (IFNB).

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