Sociedade

Mercadão expõe produtos para a cesta básica

Maximiano Filipe | Benguela

Jornalista

A vice-governadora de Benguela para o Sector Político, Social e Económico, Lídia Amaro, exortou a sociedade da província no sentido de transformar os produtos do campo em cesta básica, para o benefício das famílias.

18/10/2021  Última atualização 10H40
Mulheres benguelenses participam activamente na venda e produção agropecuária © Fotografia por: Maximiano Filipe | Edições Novembro | Benguela
O apelo foi feito na véspera do acto de abertura da 4ª Edição da Feira Agropecuária e Pescas, denominado o Mercadão, em alusão ao dia Internacional da Mulher Rural, e da Alimentação.  
Segundo Lidia Amaro, a mulher benguelense é criativa e inovadora, e é com este espírito que deve continuar a trazer à mesa das famílias bens que resultam da sua actividade agrícola, mediante um processo de transformação. 

O processo, disse, implica que, por meio da sua capacidade de transformar a batata-doce, a abóbora, e outros, em cereais e outros bens, assim como, as frutas, em sumos naturais, para serem comercializados em Instituições de ensino, como merenda escolar e comércio em geral.  

A insuficiência de insumos agrícolas, a mecanização, adicionado aos problemas de acesso a terras, financiamento bancário e alfabetização, entre outros, são situações constrangedoras que, em certas épocas agrícolas, têm retardado o processo do cultivo dos campos. 

Por esta razão, disse, são situações que representam prioridades para o Governo de Benguela, que tem estado a desenvolver um conjunto de iniciativas, visando o empoderamento e apoio às cooperativas agrícolas e inclusão financeira.
 
Na base de um programa específico, já foi possível beneficiar 38 mulheres, com um apoio do Fundo Activo de Capitais de Risco Angolano, orçado em, aproximadamente, 17 milhões de kwanzas. 

Salientou, também, que mais de 15 cooperativas de mulheres camponesas, beneficiaram também de um investimento de mais de 400 milhões de kwanzas,  com o qual praticam a agricultura do milho, feijão, mandioca, batata-doce, banana e hortícolas. 

Acrescentou que se vai tornar célere o processo de produção, transformação, comercialização e consumo, de forma que, cada um desses sectores, possa acolher mulheres que vão sendo também geradoras de receitas, para sair do mercado informal para o formal e ter facilidade de acesso ao financiamento por via da banca. 

Lidia Amaro apelou para que todos reflictam sobre políticas e práticas que garantam melhor segurança alimentar, redução da má- nutrição e evitar desperdícios, face à prática da agricultura orgânica. 


Apoios

Explicou que o Mercadão é uma iniciativa original dos produtores e cooperativas do Cavaco, criadores de gado, com o apoio técnico do Instituto Nacional de Apoio às Pequenas e Médias Empresas, INAPEM, Sector da Agricultura, Administração de Benguela, em coordenação com o Governo local. 

O evento representa uma mostra do agronegócio, que deve servir de troca de experiência entre os produtores e a população em geral e melhor distribuição dos produtos para outros mercados de maior procura. 

O evento decorre na Escola de Ensino Especial e conta com 120 expositores dos diferentes ramos do Sector Agropecuário e Pescas, dos municípios do Bocoio, Catumbela, Lobito, Benguela, Baía Farta, Chongorói, Caimbambo, Cubal e Ganda. 

Mais de oito mil visitantes puderam encontrar, até ontem, diversos produtos e animais, a preços acessíveis, desde a mandioca, batata doce e rena, ginguba, cana-de-açúcar, ananás, abóbora, banana, milho, massambala, feijão, peixe  fresco e seco, mariscos, iodizados entre outros.

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