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Memórias de Malanje inspiram criações artísticas

Luísa Correia, uma senhora portuguesa de 68 anos, residente na Vila XXX, tem surpreendido com suas postagens no Facebook. Usando garrafas e outros materiais reciclados, ela cria bonecas que simbolizam mulheres quitandeiras, inspiradas na imagem mística de mulheres africanas, especialmente angolanas, no comércio informal.

06/07/2024  Última atualização 15H25
© Fotografia por: DR

A origem desta inspiração vem da boas memórias dos 10 anos que Luísa viveu na cidade de Malanje, entre 1965 e 1975. "Malanje continua a fazer parte de mim. As melhores lembranças da minha infância, adolescência e parte da juventude são de lá", afirma com certeza. Ela teve que de deixar Angola em 1975, devido à guerra, uma partida marcada por tristezas.

Luísa chegou a Malanje aos 9 anos, em 1965, acompanhada da sua mãe, avó e três irmãs, para se juntar ao pai que lá estava desde 1963. Embora não tenha nascido em Malanje, diz-se "malanjina de  coração". Lembra ter vivido no Bairro Azul, perto do Bispado, e estudado na escola 74, no colégio das Madres e posteriormente ter  feito curso de Formação Feminina na Escola Industrial e Comercial Sá Viana Rebelo, hoje conhecida como Escola Comandante Valódia.

Apesar da distância e do tempo, o vínculo com Malanje permanece forte. Além de deixar os melhores amigos, muitos dos quais reencontrou pelo Facebook, ela mantém uma ligação emocional com a cidade, onde a sua mãe está sepultada no cemitério municipal.

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