Cultura

Membros da Aprocima elegem a nova direcção

Victorino Joaquim

Jornalista

Os membros da Aprocima-Associação Angolana de Profissionais de Cinema e Audiovisual elegeram, no sábado, em Luanda, os novos corpos sociais para um mandato de quatro anos.

12/03/2019  Última atualização 08H53
Jaimagens/fotógrafo © Fotografia por: O realizador e câmara-man Óscar Gil (à esquerda) substitui Asdrúbal Rebelo

A mesa da assembleia-geral é constituída por Rui Garção (presidente), Louro Domingos (vice-presidente) e Isabel Hama (secretária).
O conselho directivo integra Óscar Gil (presidente), Francisco Keth (secretário-geral), Maria Queta (secretária para o Património e Logística), José Rocha (secretário para o Marketing e Intercâmbio Internacional), Liliana Nzinga (secretária para a Comunicação e Protocolo), Manuel Fernando (secretário para a Formação) e Judith Castro (secretária para a Área Documental).
Durante os quatro anos de mandato, a actual direcção tem no conselho fiscal Miguel Castelo (presidente), Fernando Cruz (secretário) e Raul Booz (vogal).
De acordo com o presidente da comissão eleitoral, Ventura de Azevedo, as eleições decorreram durante três horas, e a maioria dos membros fez a votação via Internet.
“Os novos corpos sociais foram eleitos com mais de um terço de votos, de acordo com o regulamento eleitoral e o estatuto da Aprocima. Houve muitos eleitores que não conseguiram votar correctamente e outros que não o fizeram porque as explicações para votar no Facebook apenas foram divulgadas no mesmo dia”, disse Ventura de Azevedo que acrescentou que a tomada de posse vai ser divulgada nos próximos dias, assim que a comissão eleitoral dialogar com todos os membros eleitos, “desde que não exceda os 45 dias após as eleições, de acordo com o estatuto da Aprocima”.
Entre as estratégias da nova direcção consta a promoção regular de cursos intensivos e de especialização, com a duração de 30 dias, bem como lançar a produção regular de documentários, de ficção e animação, e a exibição regular de filmes nas 18 províncias em circuito comercial, de autoria dos membros ou de realizadores não filiados. A organiza-ção prevê, para este ano, a realização do primeiro Fórum Nacional de Cinema e Audiovisual e a criação de núcleos provinciais da Aprocima.

União dos Escritores
Com três mandatos e nove anos à frente da União dos Escritores Angolanos (UEA), Carmo Neto, actual secretário-geral, afirmou, ontem, que deixa a instituição com o sentimento de dever cumprido.
Prestes a deixar o cargo, com as eleições dos novos corpos sociais marcadas para este mês, Carmo Neto, em declarações à Angop, considerou ter sido um trabalho árduo, difícil mas compensador, pois, “apesar das dificuldades financeiras”, conseguiu concretizar alguns projectos.
Ao proceder ao balanço, o autor de “Mahézu” apontou como ganhos no domínio editorial a existência de quatro colecções e a edição de 100 títulos, bem como as acções de promoção da literatura angolana no estrangeiro, com a participação em eventos internacionais. Ainda sobre a promoção da literatura e dos escritores angolanos no exterior, fez-se a tradução de várias obras para italiano, francês, inglês, alemão, árabe e espanhol.
No âmbito das parcerias, Carmo Neto destacou os acordos firmados com instituições nacionais e internacionais no âmbito das suas responsabilidades sociais, entre as quais a Academia cabo-verdiana de Letras, para um Programa Permanente e Difusão Literária, Artística e Cultural.
“É verdade que temos ainda algum percurso a fazer, mas estamos muito bem encaminhados. Melhorou a quantidade e a qualidade de livros no mercado. Devem baixar os preços dos livros. Que sejam inferiores ao custo de uma cerveja. Precisamos de mais livrarias e bibliotecas para melhor promoção do livro e da literatura angolana”, reforçou.
Carmo Neto mostrou-se preocupado com o preço dos livros no mercado angolano, destacando o facto de a UEA vender abaixo do preço real.

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