Sociedade

Melhoria da situação laboral é principal luta da ORDENFA

Alberto Quiluta

Jornalista

A luta pela melhoria das condições sociais e de trabalho dos enfermeiros angolanos continua a ser uma das principais prioridades da Ordem dessa classe de profissionais (ORDENFA), considerou o seu bastonário, Paulo Luvualu.

12/05/2022  Última atualização 09H40
Enfermeiros considerados um dos mais influentes profissionais no tratamento de doentes © Fotografia por: DR

O bastonário, que falava em torno do Dia Internacional do Enfermeiro, que se comemora hoje, disse que a situação social dos profissionais de enfermagem ainda carece de maior atenção, tendo em conta que os salários ainda precisam de ser melhorados.

Paulo Luvualu reconheceu os esforços do Executivo em algumas acções, principalmente na construção de unidades de saúde e recrutamento de técnicos, mas apelou para que esses passos sejam acompanhados por salários e condições de trabalho condignos.

Neste momento, a ORDENFA controla mais de 65 mil profissionais de enfermagem, dentre enfermeiros licenciados, bacharéis, técnicos médios e auxiliares. Deste número, menos de 40 mil está empregado na Função Pública.

Paulo Luvualu pediu aos governos provinciais para, que dentro do Plano Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM), sejam erguidas habitações que acolham não só os profissionais de enfermagem, mas todos os quadros que forem colocados nas localidades.

 Carteiras profissionais

O país tem uma rede sanitária composta por 2.684 unidades sanitárias, das quais cerca de 78 por cento estão asseguradas por profissionais de Enfermagem, sendo que 1.880 postos de saúde e 200 ou mais centros são assegurados por técnicos ou auxiliares de Enfermagem em todo o país.   

O grande problema é que grande parte dos enfermeiros não dispõem de carteiras profissionais, principalmente os enquadrados nas unidades de saúde pública. "Aqui, destaco os técnicos das Forças Armadas e da Polícia Nacional, onde muitos exercem a profissão de forma ilegal”.

Quanto a esses, Paulo Luvualu realçou que um trabalho conjunto com os ministérios da Defesa Nacional e Interior originou a fixação de prazos, para que os profissionais a trabalhar sem carteira possam solicitar o referido documento.

O bastonário da ORDENFA referiu que Luanda é a província com o maior número de profissionais, estando a decorrer um levantamento para identificar a região com menos técnicos de enfermagem.

Sobre as escolas de formação de enfermeiros ilegais, Paulo Luvualu explicou que a existência dessas instituições estão a ser seguidas pelas autoridades competentes, entre as quais o Serviço de Investigação Criminal (SIC), tendo em conta que a tarefa da Ordem é apenas a de denunciar.

A nível do país, a Ordem tem o registo de um total de 238 instituições de ensino com o curso de Enfermagem, das quais 36 são do Ensino Superior, 21 institutos técnicos de saúde públicos e 181 colégios privados.  

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