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Médicos cubanos distribuídos por todos os municípios

Os 257 profissionais de saúde que chegaram, ontem, de Cuba, especialistas em diversas áreas, e vão reforçar o combate à Covid-19 em todas as províncias e municípios do país. Além da assistência e de 30 toneladas de material de apoio, incluindo medicamentos, os cubanos também vão formar quadros nacionais.

11/04/2020  Última atualização 01H20
Contreiras Pipa | Edições Novembro © Fotografia por: Segundo a ministra Sílvia Lutucuta, além de médicos especializados, Cuba também enviou 30 toneladas de material de apoio para a prevenção e combate à

O objectivo é garantir um atendimento especializado à população, de acordo com as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS). A ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, agradeceu o apoio do Governo cubano e lembrou que o mundo enfrenta um enorme desafio, com um impacto social e económico ainda por avaliar. “Estamos perante um problema de saúde pública, cuja abordagem transcende interesses pessoais ou de grupo e todas barreiras sociais, constituindo um cenário em que todos são chamados a dar o contributo para mitigar o impacto da pandemia no país”, disse.

Sílvia Lutucuta referiu que, para contornar a situação, estão a ser reforçadas as equipas de vigilância epidemiológica, com a maximização da formação dos profissionais de saúde para o atendimento aos pacientes e melhor colheita de amostras, entre outras acções específicas. A ministra da Saúde garantiu, também, a aquisição de equipamentos de suporte de terapia intensiva e de biossegurança, entre outros meios indispensáveis, alguns dos quais altamente sofisticados. Está, igualmente, previsto o alargamento da rede sanitária no país.

Sílvia Lutucuta referiu que os estudos existentes preveem que mais de 80 por cento dos casos de Covid-19 são leves ou assintomáticos (sem manifestações da doença) e cinco por cento em estado crítico. “Reconhecemos os desafios que enfrentamos com os recursos humanos nacionais, por isso, o Governo solicitou o valioso apoio de Cuba”, esclareceu.

Sílvia Lutucuta reconheceu que todos os dias os profissionais de saúde têm trabalhado para aumentar a capacidade de diagnóstico e fortalecimento do sistema de vigilância epidemiológica. Todas as acções do plano de contingência estão a ser implementadas com a dedicação dos profissionais angolanos, muito dos quais abandonaram o conforto dos seus lares para dedicarem-se exclusivamente à causa.
O ministro de Estado e chefe da Casa de Segurança do Presidente da República, Pedro Sebastião, garantiu que o Executivo está a fazer tudo o que está ao alcance para vencer a batalha. “Recebemos, também, material de trabalho proveniente da China, que inclui os equipamentos para a prevenção da pandemia. As pessoas devem ficar em casa e lavar constantemente as mãos. Muita gente ainda não tem noção da gravidade da situação, mas, à medida que o tempo vai passando, vão ganhando mais consciência”, disse.

Médicos em prontidão

A embaixadora de Cuba em Angola, Noemi Benitez, considera que a vinda dos médicos cubanos é mais uma demonstração das boas relações entre os dois países. “Sempre estivemos juntos, tanto no passado, como no presente e no futuro. Somos um povo irmão”, asseverou a diplomata.
Um dos médicos cubanos que chegou, ontem, a Luanda, William Iglesias, disse estar preparado para ajudar Angola no combate à Covid-19.
Especialista em medicina integral e oftalmologia, revelou que em Cuba os casos da doença têm sido tratados com medicamentos específicos para reforçar a imunidade do paciente.
Alegna Miranda explicou que veio a Angola cumprir uma missão de Estado. “Até ao momento ainda não tive contacto com nenhum paciente de Covid-19, mas aconselho as pessoas a ficarem em casa e a primarem pela higiene pessoal. Qualquer um pode ter esta doença”, lembrou.

Mais de 800 pessoas recolhidas

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