Política

Mbanza Congo vai albergar Museu do Reino do Congo

César Esteves

Jornalista

A 6ª sessão ordinária da Comissão Multissectorial para a Salvaguarda do Património Cultural, orientada pelo Vice-Presidente da República, Bornito de Sousa, avaliou a criação de uma estrutura para albergar todo o acervo do antigo reino do Congo.

04/06/2021  Última atualização 18H11
Vice-Presidente da República, Bornito de Sousa, orientou a 6ª sessão ordinária da Comissão Multissectorial para a Salvaguarda do Património Cultural © Fotografia por: João Gomes | Edições Novembro

A cidade de Mbanza Congo, província do Zaire, vai albergar o Museu do Reino do Congo, para conservar o acervo relacionado àquele estado pré-colonial africano que abarcava o território que hoje corresponde ao Noroeste de Angola, Sudoeste e Oeste da República do Congo, parte Oeste da República Democrática do Congo (RDC) e Sul do Gabão.

 

A informação foi avançada, nesta sexta-feira (4), em Luanda, aos jornalistas, pelo chefe do Gabinete Técnico do Comité de Gestão Participativa do Centro Histórico de Mbanza Congo, Biluka Nsakala Nsenga, no final da 6ª sessão ordinária da Comissão Multissectorial para a Salvaguarda do Património Cultural, orientada pelo Vice-Presidente da República, Bornito de Sousa.

 

A instituição é diferente do actual Museu dos Reis do Congo, localizado na cidade de Mbanza Congo, província do Zaire, que alberga apenas artefactos que representam os usos e costumes dos antigos reis daquela região.

 

A nova estrutura vai reunir peças e outro acervo provenientes dos quatro países que formavam o Reino do Congo: Angola, RDC, República do Congo e Gabão.

 

A planta do futuro museu, que pode ser erguido na zona histórica de protecção de Mbanza Congo, já foi aprovada. "Se não fosse a pandemia, já estaríamos em contacto com os três países para troca de impressões sobre o futuro museu", disse Biluka Nsakala Nsenga.

Está prevista a constituição de uma equipa da província Zaire e do Ministério do Cultura, Turismo e Ambiente para a deslocação aos três países para contactos. "Estamos à espera do momento oportuno para materializar esta pretensão", aclarou.

O museu vai ter, na sua estrutura, três pilares em representação dos países que o compunham. O primeiro com material histórico do Congo (Angola), o segundo com peças da RDC e o terceiro do Congo Brazzaville e Sul do Gabão.

   

O chefe do Gabinete Técnico do Comité de Gestão Participativa do Centro Histórico de Mbanza Congo disse que um dos objectivos dos contactos com os países que formavam o Reino do Congo é criar um quadro que lhes permita estar dentro do que pode ser o museu.

 

"Com o tempo, não teremos só as quatro mil peças ou vestígios encontrados nas escavações arqueológicas. Estes países também farão chegar ao Centro Histórico outros objectos que vão fazer parte da exposição, a ser realizada tão logo esteja concluído", disse.

 

O Reino do Congo estendia-se desde o Oceano Atlântico, a Oeste, até ao rio Cuango, a Leste, e do Rio Ogoué, no actual Gabão, a Norte, até ao rio Cuanza, a Sul.

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