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Mau estado das estradas condiciona venda do café

O mau estado das vias de acesso, que ligam as principais fazendas cafeícolas, nas comunas do Bindo e Tango, até a sede municipal de Ambaca, estão a condicionar o escoamento de oito mil toneladas de café, armazenadas em terreiros de produtores locais.

04/01/2020  Última atualização 09H33
Edições Novembro © Fotografia por: Vias degradas em Ambaca estão a impedir à comercialização do café

Segundo o Chefe da Brigada de Café em Ambaca, Santana Sebastião, as estradas degradadas que ligam Camabatela às sedes comunais estão a inviabilizar o processo de compra do bago vermelho. "Os comparadores reclamam das condições em que se encontram as vias que dão acesso às comunas, pelo que temos apelado à reparação imediata desta a estradas, para facilitar o escoamento do produto destas comunas para a vila de Camabatela”, disse, revelando que em 2019 foram colhidas 500 toneladas de café Mabuba, mais 250 em relação ao ano de 2018.
Santana Sebastião disse que a falta de crédito bancário tem sido um dos obstáculos para o incremento do cultivo do café na região. “Outra situação que inquieta os cafeicultores de Ambaca são os preços de venda. O quilo varia entre 130 a 150 kwanzas, preços considerados baixo pelos produtores, atendendo aos custo de produção, que comportam despesas com a sacha, poda e transporte”, disse.
O Cuanza-Norte possui mil e 859 famílias produtoras de café, dos quais 751 produzem anualmente numa área de 15 a 20 hectares.

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