Economia

Matadouros fechados por falta de sanidade

A Inspecção-Geral do Comércio encerrou, sexta-feira, no Mercado do 30, em Viana, mais de dez locais de abate de animais, por falta de condições higiénicas e sanitárias que perigam a vidas dos consumidores e dos seus trabalhadores.

29/02/2020  Última atualização 21H18
DR

O inspector-geral adjunto, António Inácio, disse à Angop que a acção está inserida no Plano Nacional de Inspecção, realizada com as áreas congéneres da Saúde, Veterinária, Polícia Municipal de Viana e o Laboratório de Controlo de Qualidade do Ministério do Comércio.
A acção visa garantir que a venda de alimentos perecíveis seja exercida dentro dos padrões mínimos exigidos para o consumo humano.
A equipa de inspecção constatou que as condições de higiene, abate, conservação e venda naqueles locais não eram as mais apropriadas e que até o transporte do gado das áreas de criação para os matadouros improvisados não cumpre as normas, o que coloca em perigo a saúde do consumidor final.
“Nos casos mais graves, serão suspensas as actividades até que os proprietários dos estabelecimentos melhorem as condições de trabalho”, disse, para acrescentar que a acção é extensiva aos matadouros clandestinos.
Como requisitos mínimos para exercer a actividade de abate de animais, as autoridades exigem condições higiénicas, casas de banho, água corrente, energia eléctrica e material de biossegurança.
O chefe de secção do Departamento Sanitário da Inspecção-Geral da Saúde, João Lucas, disse que muitos dos estabelecimentos encerrados já receberam visitas e recomendações, mas não as acataram.
João Lucas explicou que o incumprimento dos princípios básicos tem acarretado o surgimento de algumas doenças virais e bacterianas entre os consumidores, como leptospirose e diarreias agudas.

Comentários

Seja o primeiro a comentar esta notícia!

Comente

Faça login para introduzir o seu comentário.

Login

Economia