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Marroquinos escolhem hoje 395 parlamentares

Perto de 18 milhões de marroquinos vão, hoje, às urnas para elegerem 395 deputados da Câmara Baixa do Parlamento, a Câmara dos Representantes, e mais de 31 mil representantes municipais e regionais.

08/09/2021  Última atualização 09H15
Eleições marcadas por acusações de várias irregularidades © Fotografia por: DR
Três partidos políticos , incluindo os islâmicos que estão no Governo e o principal partido da oposição liberal, denunciaram o uso ilegal de dinheiro durante a campanha para as eleições gerais marcadas para hoje.
""Acusamos o Rally Nacional dos Independentes (RNI) de inundar a cena política com dinheiro”, disse Abdellatif Ouahbi, secretário-geral do Partido da Autenticidade e Modernidade (PAM), à  France Press.

O Partido da Justiça e Desenvolvimento (PJD) no poder, também condenou "o uso obsceno de fundos para atrair eleitores e alguns supervisores das assembleias de voto”. Este partido, juntamente com o PAM e o RNI, são os principais favoritos ao triunfo nas eleições de hoje e, por isso, em melhores condições reivindicar a liderança do próximo Executivo, que é liderado desde a Primavera Árabe (2011) pelo PJD, apesar de controlar os ministérios estratégicos.

A segunda maior  força política do país, o PAM, fundado por um influente conselheiro real, Fouad Ali El Himma, era o principal rival do PJD,  particularmente nas últimas eleições legislativas de 2016, enquanto o RNI, que faz parte da coligação governamental, é liderada pelo empresário Aziz Akhannouch, uma das maiores fortunas do reino e ministro da Agricultura desde 2007.

O secretário-geral do Partido do Progresso e Socialismo (PPS), Nabil Benabdellah, numa entrevista a um canal televisivo local,  também criticou a RNI por "dar somas avultadas”  à vista de todos, para atrair candidatos de outros partidos..

Marrocos é o único país da região no qual os islamitas subiram ao poder após as revoltas populares no mundo árabe e ainda lá permanecem, embora as principais decisões e orientações em sectores chave continuem a emanar de iniciativas do rei Mohammed VI.
Se obtiver o mesmo resultado que em 2016, o partido islamita só conseguirá, segundo as estimativas, 80 a 85 lugares, contra 125 há cinco anos.

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