Desporto

Marrocos mantém acesa a esperança do continente

Anaximandro Magalhães

Jornalista

Contra todas as expectativas, pelo menos para os mais cépticos, o continente africano continua representado na 22ª edição do Campeonato do Mundo de futebol, Qatar 2022, por via do Marrocos, ao vencer por 3-0, nos pontapés da marca de grandes penalidades, a então candidata Espanha, campeão do mundo de 2010.

07/12/2022  Última atualização 07H45
Marroquinos deixam africanos em festa após triunfo sobre os campeões do mundo de 2010 © Fotografia por: DR

Inglaterra, França, Croácia, Holanda, Portugal e Marrocos, são as selecções oriundas da Europa e de África, ao passo que Brasil e Argentina representam a América nos quartos-de-final, etapa de acesso às meias-finais agendadas para terça e quarta-feira, às 20h00, nos Estádios Lusail e Al Bayt.  

Brasil, com cinco mundiais no palmarés, 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002, lidera a lista de campeões presentes nos "quartos”. Da lista de vencedores constam, igualmente, a Argentina (1978 e 1986), França (1998 e 2018), Inglaterra (1966) e Espanha (2010). O título espanhol foi conquistado no primeiro Campeonato do Mundo organizado por um país africano, a África do Sul.

A Holanda chegou três vezes à final, 1974, 1978 e 2010, mas nunca conseguiu levar a melhor sobre os adversários. Em 2014, os holandeses ficaram na terceira posição e em 1998, na quarta. O mesmo se diz em relação a Croácia, finalista vencida (derrota, por 2-4), frente à França, no Mundial da Rússia 2018.

Naquela final marcaram pelos franceses Griezmann, Mbappé e Pogba, ausente do Mundial do Qatar. O avançado Mandzukic fez auto-golo e redimiu-se minutos depois, ao marcar um dos golos dos croatas. O médio Ivan Perisic também fez gosto ao pé.

Na circunstância, o seleccionador gaulês, Didier Deschamps, capitão em 1998, igualou o feito de Mário Lobo Zagallo e Franz Beckenbauer, como únicos campeões do mundo nas vestes de treinador e jogador. Deschamps contínua seleccionador da França.

 

Portugal e Marrocos únicas sem final

 Das oito selecções apuradas para os quartos-de-final, Marrocos e Portugal são as únicas sem qualquer final disputada. A melhor classificação alcançada pelos compatriotas de Luís Figo, Rui Costa, Paulo Futre, só para citar estes, foi o terceiro lugar em 1966, com o luso-moçambicano Eusébio, no papel de estrela cintilante. Em 2006, na Alemanha, os "tugas” ficaram em quarto lugar.

Já os marroquinos, além de terem sido os primeiros africanos a terminarem na primeira posição de um grupo da fase preliminar, mantêm aceso o objectivo do continente berço.

Os quartos-de-final começam a ser disputados na sexta-feira e o cartaz reserva os jogos Croácia  - Brasil, às 16h00, e Holanda - Argentina, às 20h00. No sábado defrontam-se Portugal - Espanha, às 16h00, e às 20h00, Inglaterra  - França. 

Iniciada com 32 selecções, a prova contou com cinco representantes africanos, nomeadamente Senegal, Camarões, Ghana, Tunísia e Marrocos. Camarões, Tunísia e Ghana, foram eliminados na primeira fase da prova mais mediática do calendário de competições da FIFA, ao passo que o Senegal "caiu” nos oitavos.

Os triunfos dos tunisinos sobre os franceses por 1-0, igual resultado conseguido pelos camaroneses ante os brasileiros, ambas partidas referentes à terceira e derradeira jornada da fase de grupos, acabam por ser, igualmente, grandes marcos da presença africana no Mundial 2022.

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