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Marrocos disposto a favorecer negociações israelo-palestinianas

O rei Mohammed VI afirmou hoje que Marrocos, país árabe que em 2020 normalizou as relações com Israel, está disposto a “utilizar” os seus laços com todas as partes do conflito israelo-palestiniano para formalizar o regresso ao processo de paz.

29/11/2021  Última atualização 13H06
Rei Mohammed VI © Fotografia por: DR
"Marrocos vai prosseguir os seus esforços para reunir as condições propícias ao regresso das partes à mesa das negociações”, declarou o monarca por ocasião do Dia Internacional de Solidariedade com o povo palestiniano. Nessa perspetiva, o reino "utilizará a sua posição e as suas relações privilegiadas com todas as partes e potências internacionais envolvidas”, acrescentou no seu discurso. Marrocos estabeleceu relações com Israel no âmbito dos "Acordos de Abraão”, o processo de normalização entre o Estado judaico e alguns países árabes e apoiado pela administração norte-americana.

Os dois países já tinham estabelecido relações diplomáticas no início da década de 1990, antes de Rabat romper os laços com Israel no decurso da segunda Intifada, o levantamento palestiniano no início dos anos 2000 contra a ocupação israelita. No seu discurso, Mohammed VI reclamou "esforços diplomáticos intensivos e eficazes” para "relançar as negociações entre as duas partes na perspectiva de encontrar uma solução favorável à questão palestiniana no quadro de uma solução a dois Estados”, na base das fronteiras de 1967 e das resoluções do direito internacional.

O monarca marroquino apelou ainda à preservação da identidade árabe e islâmica de Jerusalém e ainda ao seu "estatuto jurídico, histórico e demográfico”. Mohammed VI é presidente do comité Al-Qods, vocacionado para a protecção dos lugares santos muçulmanos de Jerusalém. O seu discurso surgiu alguns dias após a assinatura em Rabat de um acordo de cooperação securitária "sem precedentes” entre o reino alauita e o Estado judaico no decurso de uma visita a Marrocos do ministro da Defesa israelita, Benny Gantz. Para hoje estavam previstas manifestações em várias cidades marroquinas contra a normalização das relações com Israel.

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