Cultura

Maria Belmira Gumbe motivada com o projecto

Analtino Santos

Jornalista

A directora do Museu de História Natural, Maria Belmira Gumbe, afirmou, este domingo em Luanda, que a Galeria do Semba representa uma acção que vem encorajar os etnomusicólogos e amantes deste estilo musical, no sentido da inventariação e a salvaguarda deste bem cultural imaterial.

12/09/2022  Última atualização 08H29
Directora do Museu de História Natural aplaudiu o surgimento do espaço de pesquisa © Fotografia por: DR

Em declarações, ao Jornal de Angola, no final de uma visita que efectuou ontem à Galeria do Semba, a directora do Museu de História Natural começou por falar do contributo que a mesma representa para a sociedade.

A especialista em património imaterial disse que "como cidadã fiquei emocionada, porque não contava que tivéssemos um espaço. Venho manifestar o impacto agradável que me despertou o magnífico acervo aí exposto”.

Não escondendo a satisfação prosseguiu dizendo que "vislumbrei momentos que me remeteram às minhas memórias de família, onde a nossa música angolana fazia parte do quotidiano das casas de muitos luandenses e, principalmente, conhecer os rostos por trás de cada um dos compositores e intérpretes, tais como Urbano de Castro, David  Zé, Alba Clinton, Lilly Tchiumba e outros”.

Reconheceu que "o primeiro passo foi dado e é louvável, um contributo que contém certas imagens que retratam a memória colectiva da música. Penso que as  universidades, centros de investigação, pessoas que estudam a música e demais interessados deveriam apoiar esta iniciativa privada. Reitero, os meus agradecimentos e felicito os mecenas por trazerem esta magnífica acção e o museu”.

Quanto à parceria com o Museu de História Natural, manifestou a abertura com o projecto de exposição itinerante da Galeria do Semba. "Nós temos o salão internacional seria óptimo e estamos abertos para a parceria de uma exposição deste género, como sabe o museu na sua génese é uma instituição multidisciplinar”.

Maria Belmira Gumbe nasceu em Luanda, tem pós-graduação em Património Imaterial, pela Universidade Lusófona de Lisboa. É licenciada em Estudos Culturais pela Universidade Fernando Pessoa do Porto, Portugal, e tem vários trabalhos académicos.

Por sua vez, o director da Galeria do Semba, Dj Manya, garantiu que depois das visitas oficiais e direccionadas tudo está a ser acautelado para a abertura ao público em função das solicitações e da boa recepção dos visitantes que têm passado a palavra.

A Galeria do Semba é um espaço de configuração museológica que conserva a história do semba e dos seus principais protagonistas. Agora, com uma nova dinâmica quer reforçar o seu contributo para a elevação do estilo como Património Imaterial da Humanidade. Nesta nova fase, tem na agenda o programa "Tem o Semba em Cada Canto”, a realização de homenagens a figuras históricas da  música urbana angolana como Elias dya Kimuezu, Xabanu e Tonicha Miranda.

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