Política

Manuel Homem defende comunicação promotora da imagem do país no exterior

Edna Mussalo

Jornalista

O Ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social apelou, ontem, em Luanda, para a necessidade de se ter “uma comunicação proactiva e promotora da imagem do país no exterior”.

03/08/2021  Última atualização 07H50
Governante é defensor da melhoria da comunicação externa do Estado © Fotografia por: José Cola | Edições Novembro
Manuel Homem, que falava durante o acto de abertura do Seminário Metodológico de Comunicação dos Serviços de Imprensa das Missões Diplomáticas, disse que o cumprimento de tal desiderato exige dos adidos de imprensa uma boa conexão com grupos de interesse previamente definidos, enquanto público-alvo das acções e processo de comunicação.

De acordo com o governante, a promoção da imagem de Angola deve estar centrada nas leis de incentivo e sobre o Investimento Privado Directo (IPD), bem como a segurança jurídica (tribunais, sua independência e imparcialidade), repatriamento de dividendos por parte dos investidores, a expansão do comércio bilateral, multilateral e a promoção das exportações e atracção de investimento estrangeiro.

"Devemos ter em atenção a comunicação institucional do Governo, sobretudo, o Plano de Comunicação Estratégica do Executivo, as questões Operacionais do Plano Estratégico de Comunicação e ainda o ecossistema, o Manual do Adido e respectivo plano de acção”, destacou.

Manuel Homem sublinhou ser ainda necessário ter-se em atenção o Plano de Comunicação Institucional do Ministério das Relações Exteriores, além dos desafios de Comunicação, mais virado para a Comunicação Digital, Estrutura e Unificada dos Portais e da Segurança Digital nas Missões Diplomáticas.

"A nossa estratégia está centrada na melhoria da acção  de comunicação externa do Estado angolano, em obediência aos objectivos e metas do Plano de Desenvolvimento Nacional, impondo-se a necessidade de aprimoramento de mecanismos de partilha de informação, a fim de assegurar uma melhor articulação e sistematização da informação e obtenção de melhores resultados para a diplomacia económica”, explicou.

Destacou ainda que o manual de funções dos adidos de imprensa define acções de comunicação, marketing e relações públicas,  com o objectivo de disponibilizar ferramentas para organizar e executar a estratégia de comunicação institucional do Executivo junto das missões diplomáticas consulares e representações permanentes de Angola no exterior e apoiar a implementação de uma nova diplomacia económica eficiente e eficaz.

Manuel Homem acrescentou que o manual é um roteiro para as tarefas do adido de imprensa, estando nele elencados conceitos gerais sobre a nova diplomacia económica, linhas de orientação estratégias e acções funcionais, sublinhando que o adido de imprensa deve garantir a execução da política de comunicação institucional e imprensa do Executivo, divulgar e promover valores culturais, as potencialidades económicas e turísticas de Angola, promover um relacionamento de proximidade de interacção e cooperação com instituições locais, com destaque para os meios de comunicação social e com as instituições sócio-profissionais, governamentais e culturais.

O evento, que decorreu no Centro de Formação de Jornalistas, juntou vários adidos de imprensa que se preparam para iniciar as funções, tendo outros, espalhados por alguns países, participado em videoconferência.  Chefes de missões diplomáticas estiveram entre os participantes.

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