Política

Manuel Homem anuncia reestruturação do governo para dinamizar os serviços

O governador de Luanda, Manuel Homem, anunciou, na terça-feira (20), que vai proceder a uma reestruturação do governo provincial para conseguir melhor prestação dos serviços oferecidos aos munícipes, com a realização de acções que levem conforto e melhorem as condições de vida e de habitabilidade.

21/09/2022  Última atualização 08H00
Ministro da Administração do Território, Dionísio da Fonseca, (ao centro) pediu ao governador para ter uma visão transversal © Fotografia por: Santos Pedro | Edições Novembro

Os cidadãos da capital, sublinhou, querem obras efectivas, que tenham impacto humano e social. "Para isso, é preciso reestruturar o governo e, em parte, teremos de trabalhar num novo modelo de governação para a província, desde já menos centralizado", disse o governador.

Manuel Homem apresentou ao quadro do GPL a nova linha de actuação, reconhecendo "não ser aceitável que pequenos problemas locais tenham que ser resolvidos na sede do governo provincial". Acrescentou que a reparação de uma conduta de água ou de um cabo de electricidade deve deixar de depender da boa vontade das estruturas sediadas no casco urbano da cidade.,

O governador defendeu a necessidade de se repensar o modelo de prestação de serviços públicos em Luanda, dando mais autonomia aos municípios e distritos, para que eles próprios atendam as necessidades locais dos cidadãos. "Os administradores precisam de entender que os seus cargos não são uma janela de oportunidade para práticas menos criteriosas, mas sim uma forma de facilitar as políticas públicas para servir o cidadão", sustentou.

Referiu, a propósito, que "o Governo deve ser um parceiro do cidadão, um amigo que ajuda milhões de pessoas a irem além, a conquistarem mais, a abrir caminhos e horizontes". O governante afirmou que os cidadãos de Luanda não devem ser tratados como um ente abstracto, ouvidos apenas em alguns períodos", frisou.

O novo governador de Luanda, Manuel Homem, avançou as ideias sobre a forma como pensa dirigir a província durante a cerimónia da sua apresentação aos quadros do GPL, dirigida pelo ministro da Administração do Território, Dionísio da Fonseca. Na ocasião, deixou claro que Luanda "não pode continuar a ser pensada como o cemitério de quem governa".

Para ultrapassar esta situação, o governador pretende envolver os cidadãos no processo de tomada de decisões sobre a província. "Numa só palavra, queremos sublinhar que quem é dono da província não pode ser excluído do processo de tomada de decisão", enfatizou. Disse que as decisões para a resolução dos problemas das populações de Luanda não serão tomadas no conforto dos gabinetes e que as mesmas vão acontecer depois de consultar às pessoas.

"Muitas vezes, tomamos decisões sem consultar àqueles que, no fim do dia, serão os beneficiários. Pretendemos, por isso, melhorar os resultados do nosso trabalho, adiante, levando em conta a forma como as pessoas gostariam de ver solucionadas determinadas coisas", frisou.

Manuel Homem disse não ter para Luanda soluções mágicas, mas que traz a vontade de trabalhar com todos os moradores da cidade capital, para em conjunto construírem um futuro melhor, que se reflicta no desenvolvimento da província e do país.

Nesse sentido, apelou à participação de todos os cidadãos na resolução dos problemas da capital. O governador convidou os cidadãos, empresas e organizações sediadas em Luanda a colaborarem na busca de soluções para a aflições na segurança pública, combate à criminalidade, melhoria da iluminação pública, da energia eléctrica, da água, do saneamento básico, da saúde e educação, no respeito ao espaço público.

O ministro da Administração do Território, Dionísio da Fonseca, pediu, ontem, ao novo governador de Luanda a ter uma visão transversal na resolução dos problemas da província, sublinhando ser preciso "olhar para a Luanda rural".

Dionísio da Fonseca fez o apelo durante a apresentação do governador Manuel Homem aos quadros do GPL, numa cerimónia marcada pelas ideias a serem implementadas, mas, também, pela demonstração de resultados do trabalho da governadora cessante, Ana de Carvalho.

  Ana de Carvalho apresenta balanço da sua actividade

A governadora cessante de Luanda, Ana de Carvalho, na sua intervenção, agradeceu a todos os quadros do GPL pelo apoio na condução dos destinos da capital, durante os 14 meses em que esteve à frente da província.

Ana de Carvalho fez saber que deu o melhor de si durante a sua estada no GPL e que desempenhou com zelo e abnegação o trabalho a si confiado . "Sem medir horários e dias, durante os 14 meses, conduzi esta instituição e apoiei os demais órgãos da administração local do Estado, em Luanda", disse.

A antiga governadora referiu que foram desafios que pareciam não ter fim, e nem solução, mas que se formou uma equipa sólida, robusta e alinhada que a ajudou a trabalhar. Ana de Carvalho, que iniciou as funções em Julho de 2021, referiu que os primeiros meses foram dedicados ao conhecimento da província, tendo verificado várias experiências positivas. No âmbito do Programa Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM), disse, Luanda conta com 195 projectos inscritos, dos quais 94,36 por cento se enquadram no Programa de Investimento Público, e 5,64 por cento em despesas de apoio ao desenvolvimento.

A governadora cessante disse que o Sector da Educação beneficiou de 91 projectos, na carteira do PIIM, dos quais 50 foram concluídos.  No sector das infra-estruturas rodoviárias, foram aprovados 42 projectos. Ana de Carvalho ressaltou os projectos nos sectores da saúde, segurança e iluminação públicas, energia e águas, gestão de resíduos sólidos, juventude e desportos, comércio e infra-estruturas administrativas. Os municípios de Cacuaco e Viana beneficiaram de programa especiais.

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