Política

Manuel Fernandes aborda eleições com embaixador norte-americano

Questões ligadas à transição política pacífica após o anúncio dos resultados eleitorais de 24 deste mês, em Angola, dominaram, esta terça-feira, o encontro entre o embaixador dos Estados Unidos no país, Tulinabo Mushingi, e o líder da CASA-CE, Manuel Fernandes.

03/08/2022  Última atualização 08H32
Embaixador americano (ao centro) trabalhou com Fernandes © Fotografia por: DR

Em declarações à imprensa, o candidato a Presidente da República pela CASA-CE afirmou, no encontro de cerca de uma hora, terem abordado, também, a visão dos EUA em relação às reformas em curso no país.

Manuel Fernandes referiu que a ocasião permitiu para tranquilizar o embaixador norte-americano sobre o período posterior às eleições, afastando, deste modo, qualquer possibilidade de instabilidade nacional.

Os dois interlocutores abordaram, igualmente, assuntos ligados às relações internacionais e o posicionamento da coligação na defesa dos interesses nacionais, na arena mundial. Informou que a CASA-CE pretende, em caso de vitória nas eleições de 24 de Agosto, implementar a nível internacional uma política  de boa vizinhança, assente no reforço das relações políticas com os países africanos e com os EUA.

Questionado sobre a actual conjuntura política africana, Manuel Fernandes disse que os líderes africanos devem "gizar acções concretas" para que o continente deixe de ser subalternizado, tornando-se mais independente económica, cultural, social e politicamente.

O líder da CASA-CE, Ma-nuel Fernandes, considerou que, até ao momento, apesar de alguns casos de intolerância, a campanha está a decorrer num "clima de concórdia e tranquilidade".

A CASA-CE, prosseguiu, não tem dificuldades em coabitar com os outros concorrentes ao pleito eleitoral. Nesse contexto, a CASA-CE propõe-se criar, no âmbito da sua política de reforma do Estado, o "Estatuto Político da Oposição”. Sobre os encontros que manteve com o eleitorado das províncias do Cuanza-Norte, Malanje, Uíge, Bengo e Zaire, o político considerou "positivo" porque os cidadãos se mostram atentos à situação actual do país.

A CASA-CE, criada a 3 de Abril de 2012, concorre com o lema "Casa, trabalho e salário justo''. Na sua primeira participação, em 2012, elegeu 8 deputados e cinco anos depois (em 2017) conseguiu o dobro de deputados.

A coligação é integrada pelo Partido de Aliança Livre de Maioria Angolana (PALMA), Partido de Apoio para a Democracia e Desenvolvimento – Aliança Patriótica (PADDA-AP), Partido Pacífico Angolano (PPA), Partido Nacional de Salvação de Angola (PNSA) e Partido Democrático para o Progresso de Aliança Nacional Angolana (PDP-ANA)

Para o sufrágio de 24 deste mês, estão habilitados a votar 14 milhões, 399 mil eleitores, dos quais 22 mil e 560 residentes no estrangeiro. A votação no exterior, a primeira na história de Angola, terá lugar em 25 cidades de 12 países.

Concorrem ao pleito eleitoral deste ano os partidos MPLA, UNITA, PRS, FNLA, APN, PHA e P-NJANGO e a
coligação CASA-CE. Estas são as quintas eleições que se realizam em Angola, depois de 1992, 2008, 2012 e 2017.

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