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Manifestantes voltam a protestar nas ruas

Centenas de manifestantes saíram às ruas, sábado, em Cartum, capital do Sudão, e em várias regiões do país, para exigir justiça para as vítimas do massacre de 3 de Junho de 2019.

02/05/2022  Última atualização 10H55
Manifestantes estão contra a gestão da Junta Militar © Fotografia por: DR
Segundo a agência estatal de notícias sudanesa SUNA, o protesto aconteceu em resposta a apelos dos Comités de Resistência, que têm liderado uma série de manifestações, há quase seis meses, contra o chefe militar do Sudão, o tenente-general Abdel-fattah al-Burhan.

Os manifestantes reuniram-se de manhã nas principais ruas e praças do país, carregando fotografias das vítimas do massacre de 2019, assim como slogans denunciando a demora na justiça, avançou a televisão britânica Sky News. Segundo testemunhas, a Polícia dispersou a multidão com gás lacrimogéneo na cidade de Omdurman, no Centro do país, enquanto os manifestantes também tomaram as ruas na área de Al Kalalat, a Sul de Cartum, e em Bahri, a Norte da capital, referiu o jornal Sudan Ajbar.

Em 3 de Junho de 2019, as forças do Conselho Militar de Transição usaram armas de fogo e gás lacrimogéneo para dispersar um protesto em Cartum, matando mais de cem pessoas.

Na quinta-feira, a organização Human Rights Watch (HRW) acusou as Forças de Segurança sudanesas de "maltratar" manifestantes com detenções, despindo as crianças detidas e ameaçando as mulheres com violência sexual, como "repressão" contra a oposição ao golpe militar de Outubro.

Em 25 de Outubro, Al-Burhan, liderou um golpe militar contra o Governo de transição do Sudão e declarou o Estado de Emergência.

A 26 de Dezembro, emitiu uma ordem de emergência concedendo imunidade às Forças de Segurança e devolveu poderes de prisão ao Serviço Geral de Informações, que tem um historial de abusos graves, disse a HRW.

 

 

 

 

 

           

 

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