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Malawi alarga campanha de vacinação contra a malária

As autoridades do Maláui lançaram uma campanha de vacinação contra a malária que é a primeira do género no mundo, anunciou, hoje, a Organização Mundial de Saúde (OMS), afirmando que “dá um vislumbre de esperança” ao país.

30/11/2022  Última atualização 11H36
Primeira vacina está em curso em 11 distritos do país © Fotografia por: DR

"O Malawi alargou o acesso à primeira vacina contra a malária”, informou, ontem, o escritório da agência das Nações Unidas no país, especificando que este projecto está a acontecer após um período inicial de implementação em 11 distritos locais.

"A expansão do acesso à primeira vacina contra a malária permitirá que milhares de crianças em risco de adoecer ou morrer beneficiem de uma ferramenta adicional de prevenção da malária”, lê-se na conta da Organização Mundial da Saúde no país (OMS), a rede social Twitter.

O chefe do Escritório da OMS no Malawi, Neema Kimambo, aplaudiu o lançamento da campanha e salientou que "é um marco importante” que surge no meio dos esforços para "acabar com a malária no Malawi e prestar cuidados de saúde para todos”.

As autoridades sanitárias do país africano estão a utilizar a única vacina contra a malária recomendada pela OMS, conhecida como RTS,S, que nos últimos anos tem sido testada no Malawi, Gana e Quénia.

O paludismo, também conhecido como malária, é uma doença potencialmente fatal, causada por parasitas transmitidos aos humanos pela picada de fêmeas infectadas de mosquitos "anófeles”, de acordo com o site da OMS.

 

Campanha contra a cólera

O Malawi lançou, segunda-feira, uma campanha de vacinação contra a cólera para imunizar 2,9 milhões de pessoas em 13 distritos afectados pelo surto, o que deixou até agora mais de 6.200 casos e quase 190 mortos.

A cólera é uma doença diarreica aguda causada pela ingestão de alimentos ou água contaminada com o vibrio cholerae bacillus, segundo a OMS, que sublinha que a doença "continua a ser uma ameaça global à saúde pública e um indicador de desigualdade e falta de desenvolvimento social”.


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