Sociedade

Malária e hipertensão dominam Feira da Saúde

Alexa Sonhi

Jornalista

A malária, doenças respiratórias agudas, disenterias sem causas aparentes e a hipertensão arterial são as doenças mais diagnosticadas na Feira da Saúde realizada,sábado (27), em Luanda, no município do Cazenga, pela Associação dos Caimaneiros (angolanos que estudaram em Cuba).

28/11/2021  Última atualização 09H46
Centenas de munícipes foram consultados gratuitamente © Fotografia por: Contreiras Pipa | Edições Novembro
O director municipal da Saúde, Carlos Manuel, disse que a feira foi realizada no âmbito das celebrações dos 46 anos de amizade entre Angola e Cuba e, também, para recordar o quinto ano da morte do Comandante Fidel Castro.


Na Feira da Saúde, além de consultas de clínica-geral e de várias especialidades como  Ginecologia, Pediatria, Dermatologia, Oftalmologia, Nutrição e Fisioterapia, muitas crianças foram vacinadas, no âmbito do Programa Alargado de Vacinação (PAV).


Uma equipa avançada para imunização da Covid-19 esteve presente na feira, onde foram administradas as primeiras e segundas doses das vacinas da AstraZeneca, Sinopharm e a Sputnik.


Carlos Manuel sublinhou que na Feria da Saúde estiveram envolvidos 85 profissionais de saúde (médicos, enfermeiros, técnicos de análises clínicas e pessoal de apoio). Nas primeiras duas horas foram atendidas mais de 150 pessoas.
Questionado sobre as enchentes na feira, Carlos Manuel respondeu que no Cazenga existem apenas 15 unidades de saúde, para atender os cerca de um milhão e meio de habitantes. "Estas unidades são insuficientes, por isso, quando há feiras de saúde, a população acorre em massa”.


De acordo com o director da Saúde, o município tem três hospitais, três centros de referência, quatro centros médicos e cinco postos de saúde. "A prioridade tem de ser sempre a assistência primária, de forma a que as unidades sanitárias sejam descongestionadas, sejam elas intermédias ou terciárias”.


Acrescentou que os casos mais graves foram encaminhados aos hospitais municipais e terciários, a fim de serem devidamente seguidos”.


Por seu turno, a cônsul de Cuba em Angola, Dallamy Diaz, disse estar contente por ajudar as autoridades angolanas, em especial as do município do Cazenga, a cuidarem da saúde da população, porque quando as pessoas estão saudáveis o país desenvolve.


"Temos a certeza que as relações entre Angola e Cuba continuarão a ser boas e prova disso são os vários médicos cubanos que, de forma destemida, têm trabalhado nas várias unidades do país”, concluiu.

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