Sociedade

Mais investimento na investigação científica

Maximiano Filipe | Benguela

Jornalista

A ministra do Ensino Superior Ciência Tecnologia e Inovação, considera fundamental a necessidade de se investir mais, no domínio da investigação científica, no sentido de se dar resposta às diversas preocupações de saúde nos países lusófonos.

27/11/2021  Última atualização 09H40
© Fotografia por: João Gomes | Edições Novembro
Maria do Rosário Bragança Sambo, falava nesta quinta-feira, (25.11), durante a cerimónia de abertura da 4 ª Reunião Académica das Ciências de Saúde da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (RACS CPLP) que decorre no Instituto Superior Politécnico de Benguela, numa promoção da Rede Académica das Ciências de Saúde (RACS).

Segundo a ministra, a investigação na área das Ciências da Saúde, joga um papel relevante, sendo certo que, as instituições que desenvolvem a actividade de ensino, investigação científica e extensão universitária, são chamadas a contribuir com acções, discussões temáticas, que produzem ideias e valiosas contribuições para os desafios do ensino das Ciências da Saúde.

A governante avançou que, a forte pressão causada pela Covid-19, não poupou os diversos países economicamente mais desenvolvidos e com sistemas de saúde mais robustos, o que força a que os Estados, governos, instituições e indivíduos, sejam obrigados a reflectir e a debater em torno de questões ligadas à saúde pública, para uma melhor preparação para a resposta necessária em futuras situações de crise sanitária.
O nosso país, disse, vai continuar a procurar empregar esforços para que os docentes e investigadores, possam beneficiar de medidas que venham a facilitar a mobilidade académica, para acelerar o desenvolvimento e a criação de conhecimento, contribuindo para as melhores práticas profissionais e para a melhoria das condições de saúde nos países lusófonos.

Expectativa do ISPB

O director do Instituto Superior Politécnico de Benguela (ISPB), Antero Moisés, fez saber que, para a realização com êxito do referido evento, foram submetidos 412 trabalhos e aprovados 320, pela comissão científica, que se dividiram em 180 trabalhos de apresentação oral e 140 posteres.

O evento  do qual fazem igualmente parte, quatro escolas superiores de Enfermagem, oito centros hospitalares, dois centros materno-infantis, quatro faculdades e dois centros de investigação em Saúde, aborda temas relacionados com o intercâmbio e a cooperação internacional na área de Saúde, com foco na inovação e investigação científica, relações bilaterais entre instituições e a mobilidade dos seus quadros e discentes.

Estão inscritos 525 participantes, representando Angola, Brasil, Moçambique, Portugal, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe, distribuídos por 61 inscrições presenciais, 296 inscrições online e 168 convidados.

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