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Mais energia eléctrica na periferia do Uíge

Mais de 40 mil habitantes do bairro papelão, na zona do Nguéngué, arredores da cidade do Uíge, vão, dentro de dias, beneficiar de energia eléctrica, um ginásio comunitário para a prática desportiva e ocupação dos tempos livres da juventude, e uma escola do I ciclo, com 15 salas de aula.

31/08/2019  Última atualização 16H37
DR

As obras, que estão a ser erguidas no quadro das acções do Governo Provincial que visam a melhoria das condições de vida da população, decorrem a bom ritmo, segundo dados da Administração Municipal, que dão conta que o bairro papelão nunca teve energia eléctrica da rede pública.
Foi já instalado um posto de transformação de energia eléctrica, com capacidade para 630 KVAs, que vai, numa primeira fase, fornecer energia a mais de 450 residências e iluminação pública.
O director da Empresa Nacional de Distribuição de Energia no Uíge, Adriano José Sebastião, garantiu que vai ser instalado mais um posto de transformação, com a mesma capacidade. “Estamos a alargar e melhorar a rede de distribuição de energia nos bairros Candombe Novo, Candombe Velho, Catalabanza, Papelão e Bem-Vindo”, afirmou.
Para a electrificação dos bairros Quilala, Quarta Punza e Sonangol, Adriano Sebastião avançou que a ENDE está a mobilizar esforços para aquisição de equipamentos, para a instalação de postos de transformação, postes de baixa tensão e ligações domiciliárias.
O ginásio comunitário, cuja obra está a cargo da empresa Tuzayana Serviços, possui 20 metros de comprimento e 12 de largura.
A construção da escola do I ciclo, com 15 salas de aula, está a cargo da empresa Nível 922 e a obra encontra-se a 50 por cento de execução. A escola vai absorver mais de 1.500 alunos, em dois turnos, que actualmente estudam em salas provisórias, e terá, entre outros serviços, quadra desportiva, área administrativa, salas de reuniões, um parque de estacionamento e um recinto para recreação dos alunos.
O encarregado da obra, Mendes Miguel Paulino, assegurou que a escola está a ser implantada num espaço de 75 metros quadrados e que as condições materiais e humanas estão garantidas para a sua conclusão, dentro dos prazos estabelecidos. Mais de 20 homens, todos angolanos, e máquinas asseguram a empreitada.
O governador provincial do Uíge, Mpinda Simão, que constatou recentemente o andamento dos projectos, recomendou aos empreiteiros no sentido de trabalharem com responsabilidade, acelerando a execução e a conclusão das obras, para que em tempo útil sejam entregues à população.
“Constatamos que os trabalhos decorrem a bom ritmo e esperamos que continuem com o mesmo dinamismo, para que, em tempo certo e oportuno, os equipamentos possam ser entregues à população”, recomendou.
Mpinda Simão recordou ao empreiteiro da obra da escola a necessidade de melhorar as rampas nas entradas, para facilitar o acesso aos alunos com deficiência física, bem como garantir uma protecção adequada à quadra desportiva, para que os utentes não sofram lesões.

Novos projectos
O governador do Uíge anunciou, para breve, a construção, em vários bairros periféricos da cidade, de mais escolas, melhoria do saneamento básico, alargamento e melhoria dos serviços sanitários, das vias de acesso ao interior dos bairros Catapa, Papelão, Candombe Velho, bem como uma escola de 24 salas de aula, com o financiamento do governo espanhol.
Para a Universidade Kimpa Vita, o governador garantiu a construção de mais 20 salas de aula, melhoria da via que liga a sede da cidade ao campus universitário, bem como o problema da iluminação pública no mesmo troço.
O soba grande do bairro Papelão, David Sebastião, aplaudiu as acções que o Governo está a implementar nas comunidades, visando a melhoria das condições de vida da população. “Estamos alegres, uma vez que, dentro de dias, vamos beneficiar de energia eléctrica, uma nova escola onde os nossos filhos vão estudar em condições favoráveis. Esperamos que o Governo construa também um centro de saúde e que melhore o abastecimento de água potável e as vias de acesso, visto que percorremos distâncias a pé, porque os taxistas não aceitam entrar nas ruas do bairro, devido as péssimas condições que as mesmas apresentam”, expressou o soba.

 

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