Economia

Mais energia de fontes hídricas gera poupança

Victorino Joaquim

Jornalista

O aumento da produção de energia eléctrica, principalmente de fontes hídricas, permitiu, de Maio de 2019 a Dezembro de 2021, uma poupança de mais de 67 971 milhões de kwanzas, com a redução do emprego de gasóleo na geração de electricidade, anunciou, quinta-feira (27), em Luanda, o secretário de Estado para a Energia.

28/01/2022  Última atualização 07H55
Secretários de Estado para a Energia (de pé) e Planeamento (sentado), durante o briefing © Fotografia por: miqueias machangongo | edições novembro
António Belsa da Costa, que falava no briefing bissemanal do Ministério da Economia e Planeamento com a imprensa, onde apresentou dados do subsector de Energia, acrescentou que a redução do consumo de gasóleo tornou-se possível graças ao crescimento verificado na produção de energias limpas.

Em 2019, lembrou, a produção de energia sem recurso ao gasóleo permitiu a interligação dos Sistemas Norte e Centro com duas linhas, uma de 220 kilovolts (kv) e outra de 400, aliada a interligações de outras linhas.

A Rede Nacional de Transporte  de Energia aumentou de 4 461 quilómetros, em 2017,  para 5 234, em 2021, um crescimento de cerca de 17,33 por cento, disse o secretário de Estado.

Este incremento, referiu o responsável, deveu-se essencialmente à conclusão da Barragem de Laúca, maior empreendimento hidroeléctrico do país, com uma potência instalada de 2 004 megawatts, bem como ao término da Central do Ciclo Combinado do Soyo, onde seis turbinas a gás (um fonte menos poluente) de 750 megawatts, provêm o país de electricidade.

O responsável adiantou que, de 2017 a 2021, houve uma execução de 2 248 quilómetros de rede, sendo 1 492 de média tensão e 756 de alta tensão, além da montagem de 2 983 Postos de Transformação (PT).

Dez províncias foram interligadas ao Sistema Nacional, nomeadamente, Luanda, Cuanza-Norte, Malanje, Uíge, Bengo, Zaire, Cuanza-Sul, Benguela, Huambo e Bié.
 
Crescimento da electrificação

A taxa angolana de electrificação cresceu 7,5 por cento de 2017 a 2021, situando-se, no final desse último ano, em 42,7 por cento, de acordo com números divulgados pelo secretário de Estado para a Energia.

O crescimento, apontou António Belsa da Costa, resulta das 472 mil ligações domiciliares realizadas pela Empresa Nacional de Distribuição de Electricidade (ENDE) em diversos bairros das sedes provinciais do país, no período em referência.

O responsável lembrou que, até 31 de Dezembro de 2021, o número de clientes de energia eléctrica a nível nacional era de 1 768 290, assinalando um crescimento total de 38,58 por cento, comparativamente ao ano de 2017, quando estavam registados 1,276 000  clientes.

De acordo com António Belsa Costa, o crescimento da taxa da electrificação aponta para um grau de execução de 98 por cento em relação aos objectivos definidos no Plano de Desenvolvimento Nacional (PDN) 2018-2022.

Entre os objectivo e metas, o PDN procura satisfazer as necessidades de energia eléctrica, ao mesmo tempo que visa assegurar a oferta permanente e crescente destes serviços à população, para amparar o desenvolvimento económico nacional.

Visando o alcance destes objectivos, o PDN prevê, a nível nacional, aumentar a taxa de electrificação de 36 por cento, em 2017, para 43,5 por cento, em 2021, enquanto que, para este ano, espera-se o alcance de uma taxa de electrificação de 44 por cento.

Mas a meta, diz o secretário de Estado para a Energia, estabelece que, de 2018 a 2022, a taxa de electrificação a nível provincial aumente do actual mínimo de 8,0 por cento, para um mínimo de 20 por cento, sendo as províncias do Bié e Cunene as que apresentam as menores taxas de cobertura, com uma média de 9,5 por cento.

Desde 2021, estão servidas pelo Sistema Eléctrico Público 89 sedes municipais (mais 23), registando-se um incremento de 34,85 por cento quando comparado com o ano de 2017, em que apenas estavam servidas 66 sedes municipais.

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