Opinião

Mais do que envolvidos é estar comprometidos

Nos últimos tempos, com alguma frequência, as referências à economia nacional, sobretudo da vertente da sua reconfiguração para responder as exigência actuais, pendem para o incremento da produção de grãos, trigo e arroz como produtos na pauta das prioridades do Executivo.

21/06/2024  Última atualização 13H05

Pelo valor que os referidos produtos têm na dieta alimentar dos angolanos justifica-se a posição do Executivo. Porém, e porque este discurso é por demais conhecido e antigo, o Governo deve considerar, com a máxima urgência, a necessidade de implementação de acções concretas de materialização desta ingente tarefa.

Alinhados ao processo de ajustamento em que está a economia nacional, com vista a diversificação das fontes de receitas e da redução da dependência do petróleo, recomenda-se, o quanto antes, o abandono da oratória, para dar lugar à prática efectiva, até porque os produtos em referência são dos maiores solvedores de divisas do tesouro nacional.

Recentemente, participantes de um fórum sobre a economia angolana concluíram que, em relação ao mercado do trigo, Angola possui infra-estruturas suficientes para atender a procura. Porém, acrescentaram, para o êxito da missão necessário é que todas as moageiras estejam em pleno funcionamento.

Considerando a existência do parque infra-estrututural como boa notícia e a primeira apólice para o sucesso da cadeia de produção, o mais importante agora é a assumpção de compromisso em colocar as máquinas a funcionar  na plenitude da capacidade instalada, como defendem responsáveis ligados a sociedade Grandes Moagens de Angola.

É justamente no quesito compromisso que, infelizmente, emperram muitos processos, alguns deles pela vontade de determinados gestores que ainda     agem com diminuto espírito de servidor público e calceram o princípio de colocar o bem-estar colectivo acima de todos os caprichos pessoais.

Para o que se pretende com este artigo, o compromisso é fundamental em todas as esferas das realizações do Estado e não só. Mais do que envolvidos, é necessário que as pessoas estejam comprometidas, acção que requer entrega, espírito, alma, resiliência, respeito, altruísmo e demais adjectivos que consagram princípios de sã convivência.

Destacamos a necessidade do comprometimento com as causas pelas quais nos ocupamos, usando uma linguagem linear, sem que isso represente a anulação de opiniões diferentes.

O compromisso, enquanto promessa, quiçá juramento, deve iniciar no íntimo das pessoas e ser irrigado em permanência, em cada acção em que se envolvem, como se tratando de soldados e ou zeladores do bem comum.

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