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Mais dez escolas primárias são erguidas em Cacuaco

O município de Cacuaco, em Luanda, vai contar, até ao final do ano, com mais dez escolas do ensino primário, com sete salas de aula cada, para acolher parte das 27 mil crianças que estão fora do sistema normal de ensino, por falta de vagas.

30/07/2020  Última atualização 13H02
Edições Novembro © Fotografia por: No próximo ano lectivo mais crianças e adolescentes vão poder aprender a ler e a escrever

As escolas estão a ser construídas nos bairros Mayombe A e B, Funda (Quilunda), Casulu, Belo Monte e no Distrito do Kikolo, segundo o administrador municipal de Cacuaco.

Auxílio Jacob disse ao Jornal de Angola que existem no município três estruturas antigas que pertenciam ao Ministério dos Transportes, que vão ser aproveitadas e reabilitadas, para serem transformadas em escolas do primeiro e segundo ciclos de ensino.

“É intenção da Administração Municipal criar condições para que estas escolas funcionem no período nocturno, para dar, também, lugar às aulas de alfabetização, porque a maior parte dos jovens tem um nível de escolaridade muito baixo, entre 5ª e 6ª classes, e com debilidades graves na leitura”, realçou o administrador de Cacuaco.
Dos cerca de um milhão e 70 habitantes que o município tem, ainda de acordo com o administrador Axílio Jacob, 60 por cento são jovens, com nível de escolaridade muito baixo.

De acordo com Auxílio Jacob, Cacuaco é um dos municípios onde começaram a ser construídas muitas infra-estruturas, como escolas e hospitais, que, infelizmente, não terminaram e foram vandalizadas, por não haver controlo.
“Fruto de algumas pesquisas e dada a configuração geográfica e antropológica do município de Cacuaco, nós, Administração, decidimos construir escolas que se adequam à realidade da população”, explicou o administrador.

Segundo Auxílio Jacob, há sete meses em Cacuaco como administrador, o município tem muitas obras já pagas na totalidade, como escolas e hospitais, mas foram abandonadas pelos empreiteiros, com execução física na ordem dos 65 a 70 por cento.
Na visão de Auxílio Jacob, sem formação académica e sem emprego, mas havendo a necessidade de sobrevivência, muitos jovens tentam fazer algo, como o serviço de moto-táxi, mas, como não têm dinheiro para comprar a motorizada, acabam por entrar no mundo da delinquência e prostituição.

Auxílio Jacob frisou ainda que apesar da proximidade que o município de Cacuaco tem com o casco urbano de Luanda, ainda assim, se comparado aos demais municípios, pode-se dizer que este foi atirado ao esquecimento, porque não houve a criação de infra-estruturas próprias, que permitissem o desenvolvimento da vida dos cidadãos, nos mais variados níveis.

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