Sociedade

Mais de USD 4 milhões para protecção da fauna

Manuela Gomes

Jornalista

O comércio ilegal da espécie animal selvagem e o conflito do homem com a vida selvagem a nível do Parque Nacional do Mayombe (Cabinda) e da Reserva Integral do Luando (Malanje) vão conhecer uma viragem, nos próximos dias, depois do financiamento de mais de 4,1 milhões de dólares, doados pelo Fundo Global para o Ambiente (GEF).

22/07/2021  Última atualização 07H00
Ministro Jomo Fortunato © Fotografia por: Maria augusta | Edições Novembro
O dinheiro vai ajudar na implementação do Projecto sobre o Combate ao Comércio Ilegal da Vida Selvagem e ao Conflito Homem Vida Selvagem em Angola, no referido parque e reserva, durante um período de seis anos.

Com o projecto, que visa, igualmente, prevenir a extinção de espécies terrestres, obedece componentes como o fortalecimento das políticas de gestão da vida selvagem, da capacidade de controlo das áreas-alvo da caça ilegal e degradação do habitat dos animais.

Espera-se que o projecto contribua para um maior envolvimento das comunidades locais na administração sustentável dos animais selvagens, florestas e áreas de conservação para a diminuição da taxa de desmatamento nas áreas do projecto, da frequência de incêndios provocados pelo homem na Reserva do Luando.
Além do financiamento do GEF, o projecto conta, também, com outros co-financiamentos de instituições, com destaque para o Ministério da Cultura, Turismo e Ambiente, a Fundação Kissama, Stop Ivory e ADPP.

O ministro da Cultura, Turismo e Ambiente, Jomo Fortunato, considerou o projecto como um passo significativo para a protecção e conservação da vida selvagem em Angola, facto que vai garantir a preservação e continuidade das ricas espécies angolanas para as gerações vindouras.

Jomo Fortunato garantiu que o Ministério continua engajado na criação de oportunidades e parcerias que visem proteger, promover e conservar a vida selvagem.

O ministro realçou que existe progressos na definição e concretização de políticas racionais e sustentáveis que apelam para a defesa da biodiversidade, com o fito de alcançar as metas das convenções internacionais de que Angola faz parte.

Jomo Fortunato reconheceu que "não temos dúvidas que a perda da biodiversidade constitui uma ameaça para a vida humana e a sua protecção significa proteger a espécie humana”. Por esta razão, apelou à dedicação sem limites às questões da segurança da natureza.

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