Coronavírus

Mais de três mil pessoas têm a segunda dose para receber

As autoridades sanitárias da província do Zaire manifestaram-se, ontem, preocupadas com o facto de 3.450 pessoas, das 14 mil e 867 vacinadas, não terem, até à presente data, comparecido nos postos de atendimento para tomarem a segunda dose do imunizante da AstraZeneca.

16/06/2021  Última atualização 03H05
© Fotografia por: DR
A preocupação foi manifestada, ao Jornal de Angola, pelo supervisor Provincial da Promoção da Saúde, Andrade Luzayilawo Kianzuaku. Face à realidade, avançou, as autoridades sanitárias da região decidiram alargar o processo por mais 10 dias, para permitir que estas pessoas possam receber a segunda dose.

Andrade Luzayilawo Kianzuaku fez saber que, das 3.450 pessoas que, até ao momento, não tomaram a segunda dose, 1.171 estão localizadas em Mbanza Kongo, 1.118 no Soyo, 5.64 no Nzeto. Já os municípios do Kuimba, Nóqui e Tomboco têm 248, 213 e 136 cidadãos, respectivamente, por vacinar. O supervisor Provincial da Promoção da Saúde no Zaire apelou aos cidadãos que ainda não completaram as duas doses para que o façam durante o período de 10 dias.


"Todos os cidadãos que já tomaram a primeira dose da vacina contra a Covid-19 há três semanas devem comparecer nos postos de atendimento para tomarem a segunda dose”, aconselhou Andrade Kianzuaku, que desmentiu as informações postas a circular nas redes sociais sobre alegados efeitos negativos do imunizante da AstraZeneca.

"A vacina Astrazeneca contra a Covid-19 não mata; é segura e protege as pessoas de todas as variantes desta pandemia. Se a vacina matasse, nenhum Estado aceitaria vacinar os efectivos dos órgãos da Defesa e Segurança, professores ou qualquer outra pessoa”, tranquilizou.

O responsável fez saber que, para a segunda dose, foram disponilizadas à província 15 mil e 500 doses da Astrazenaca, existindo, actualmente, quantidades significativas para atender os utentes em falta. Enquanto isso, no Soyo, 41 cidadãos, entre nacionais e estrangeiros , foram, ontem, detidos pelas forças de Defesa e Segurança, por violação do Decreto sobre a Situação de Calamidade Pública.

Segundo o chefe do Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa da delegação municipal do Ministério do Interior no Soyo, o terceiro subchefe de migração Sérgio Afonso, os cidadãos em causa, detidos no âmbito de uma operação denominada "Variante Covid-19" circulavam na via pública sem máscara e fora do horário estipulado no Decreto Presidencial número 119/21 de 8 de Maio. Sérgio Afonso lembrou que a soltura de cidadãos que incorrem nesta infracção, é feita mediante o pagamento de uma multa, tendo, por isso, aconselhado as pessoas a respeitarem as medidas de prevenção contra a Covid-19, estabelecidas pelas pelas autoridades sanitárias.

Kayila Silvina | Mbanza KongoVictor Mayala | Soyo

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