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Mais de 800 famílias clamam por ajuda alimentar

Mais de 800 famílias desfavorecidas clamam por apoio alimentar, no município de Caluquembe, província da Huíla, depois de ter sido prorrogado o Estado de Emergência, devido à Covid-19, revelou o administrador municipal.

18/04/2020  Última atualização 13H00
Edições Novembro © Fotografia por: Administrador municipal, Arão Nataniel, assegurou que foi criada uma reserva alimentar de 30 toneladas, que já está a ser distribuída às populações ca

José Arão Nataniel, que falava ao Jornal de Angola, explicou que as famílias estão localizadas nas aldeias e sectores das comunas da Negola, Calepi e na sede Sandula. Caluquembe, localizado a 195 quilómetros a norte da cidade do Lubango, disse, é por natureza, um centro de produção, onde, na primeira fase do Estado de Emergência, população não teve muitas dificuldades para sobreviver. “Com a prorrogação do período de emergência, as pessoas não podem movimentar-se e a Administração Municipal criou condições e conseguiu ter uma reserva alimentar de mais de 30 toneladas, que já estão a ser distribuídas às populações mais carenciadas”, disse.

No âmbito das acções de solidariedade, os empresários nacionais e estrangeiros que trabalham na região doaram arroz, óleo vegetal, farinha de milho, sal de cozinha, soja, massa alimentar, peixe seco e açúcar, para as população necessitadas.
O objectivo, informou José Arão Nataniel, é fazer com que os idosos e crianças, por serem camadas vulneráveis, tenham alimentos. “Estamos a distribuir os alimentos, principalmente aos portadores de deficiência e famílias carenciadas”, referiu.
Administração Municipal de Caluquembe tem estado a realizar várias campanhas de sensibilização e aquisição de equipamentos de biossegurança. Foram produ- zidos cartazes com informações sobre a doença, inclusive em línguas locais.
José Arão Nataniel, que é igualmente coordenador da Comissão Técnica Municipal de Combate à Pandemia, explicou que foram criados centros de quarentena institucional, com capacidade para 35 pessoas, e de tratamento de eventuais casos da covid-19, numa altura que já rastreadas mais de seis mil pessoas nos pontos de entrada, saída e nas unidades hospitalares.
Além disso, acrescentou, uma unidade hoteleira foi preparada para albergar os médicos e enfermeiros envolvidos na prevenção e combate da pandemia.

Mercados informais

Os mercados informais do Cussesse, Luvuala (Vila Branca), Vatuku, na comuna sede, e Calepi, foram desactivados por não reunirem condições de higienização.
Para minimizar a procura dos produtos essenciais, indicou o administrador, foi criado um local temporário, onde é feita a venda de carne e peixe, com condições mínimas, respeitando o distanciamento social.
Moto-taxistas, referiu, foram sensibilizados sobre a doença e técnicos de saúde foram formados sobre matérias de biossegurança.
José Arão Nataniel garantiu que Caluquembe tem disponível um número elevado de equipamentos de biossegurança, tais como batas, tocas, óculos, máscaras, luvas e material cirúrgico.
O abastecimento de água em locais mais críticos para a higienização das mãos e nos hospitais foi melhorado e foram adquiridos termómetros, colocados em pontos de rastreios e unidades sanitárias, bem como quantidades elevadas de sabão azul para a lavagem das mãos e baldes de mão com torneiras, lixívia, detergente e álcool-gel.
“Estamos a trabalhar na criação de equipas de sensibilização nas comunidades em matéria da Covid-19. O objectivo é alertar sobre o risco de contaminação e evitar o contágio em toda extensão do município”, disse.
Caluquembe partilha fronteira com a província de Benguela, através dos municípios do Cubal, Ganda e Chongóroi, onde foram colocados postos de rastreio da Covid-19.

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