Economia

Mais de 7 milhões de dólares apreendidos em cinco meses

Os Serviços Aduaneiros revelaram ontem, em nota fornecida ao Jornal de Angola, ter apreendido, de Janeiro a Maio, de 7 084 815 dólares por infracção cambial, 6 995 715 dos quais pelo Piquete do Departamento de Fiscalização Aduaneira do Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, em Luanda.

24/05/2019  Última atualização 10H27
© Fotografia por: Foto dos Serviços Aduaneiros ilustrando a dimensão das transacções cambiais no país

Números disponibilizados apontam ainda para a apreensão, ao longo daquele período, de somas totais de 52 412 500 kwanzas e 54 940 euros, este último, um valor inteiramente registado pelo Piquete do Departamento de Fiscalização Aduaneira do Aeroporto Internacional de Luanda 4 de Fevereiro, onde também ficaram retidos 2,945 milhões de kwanzas.
Além do Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, apresentado pelos números com dois dos maiores registos, as apreensões ocorreram nos postos fronteiriços do Luau, Dundo e Luvo, com este último a representar a retenção, pelas autoridades, de 49 221 500 kwanzas (a maior apreensão em moeda nacional ao longo daquele período) é de 90 mil dólares.
As apreensões em Luanda permaneceram consistentes com a tese do Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro constituir uma importante plataforma das infracções cambiais, com as autoridades a interceptarem 5 891 150 em Janeiro, 22 300 em Fevereiro, 317 900 em Março, 14 300 em Abril e 750 mil este mês.
Nestes actos estiveram envolvidos 19 cidadãos angolanos e 17 de países como a Nigéria, Mali, República Democrática do Congo (RDC), China, Senegal, Vietname, Costa do Marfim e São Tomé e Príncipe.
Os destinos usados pelos infractores ligam Luanda com as cidades de Addis-Abeba, Brazzaville e Lisboa, sendo a bagagem de mão, camuflagem na bagagem acompanhada, o corpo do passageiro e roupa os métodos mais usados nas tentativas de iludir as autoridades.
Outras rotas usadas ligam Luanda ao Dubai, Casablanca, Porto, São Paulo, Joanesburgo e São Tomé.
De acordo com a Direcção dos Serviços Aduaneiros, a maior parte das mercadorias consumidas em Angola são importadas, o que leva à saída de volumes consideráveis de dinheiro para o exterior do país. Os infractores alegam dificuldades de acesso à transferência de divisas por via bancária.

Confisco de drogas

De Janeiro a Maio, os Serviços Aduaneiros também apreenderam 34 032 quilos de cocaína, a maior das quais aconteceu em Abril, quando foram detectados 15 842 quilos da substância. Os registos apontam para 7 446 quilos em Janeiro, 5 595 em Fevereiro, 1 149 em Março 3 980 antes do fim de Maio.
As apreensões deram-se em voos que, partindo de São Paulo ou Lisboa, tinham Luanda como destino, ou, ainda, ligavam a capital angolana à Cidade do Cabo, envolvendo cidadãos nacionais e estrangeiros de entre 19 e 47 anos, geralmente mulheres, profissionais do comércio informal e com instabilidade financeira e emocional.
Quanto aos métodos utilizados pelos traficantes de droga destacam-se a camuflagem da droga na bagagem acompanhada (com 28 casos), seguindo-se do uso da mercadoria no interior do corpo (26 casos). Os traficantes usaram ainda o método de ingestão da droga.
Os Serviços Aduaneiros registaram um maior nú-mero de casos perpetrados por cidadãos de nacionalidade angolana, chinesa, portuguesa, sul-africana, brasileira e cabo-verdiana.

 

 

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