Política

Mais de 40 quilómetros de vias secundárias e terciárias asfaltadas no município de Cacuaco

Mário Clemente | Caxito

Pelo menos 42.1 quilómetros de vias secundárias e terciárias do Sequele, Kicolo, Mulenvos de Baixo e distrito sede do município de Cacuaco, em Luanda, já foram totalmente asfaltadas, no âmbito das acções do Plano Integrado de Intervenção nos Municipios (PIIM).

02/12/2022  Última atualização 06H00
Circulação rodiviária a nível de vários bairros de Cacuaco vai conhecer melhorias consideráveis © Fotografia por: Luís Damião | Edições Novembro

Os 42.1 quilómetros de estradas asfaltadas compreendem as vias da Barra do Bengo/bairro da Conduta até à zona dos Pescadores, com 7.2 quilómetros, e a via Wadadame/IBA ao Centro Médico do Kicolo e Travessas, com 9.5 quilómetros.

As obras abrangem, ainda, o troço da via do Mercado do Kicolo/PT/Cerâmica até ao Puniv do bairro Paraíso, com 8.4 quilómetros, e entre Cerâmica/Soescape/EcoCampo até ao Hospital Municipal, com 9.3 quilómetros, e o troço da Metodista até à Via Expressa, com 7.7 quilómetros.

Na semana passada, o governador de Luanda, Manuel Homem, tinha efectuado uma visita de constatação às obras levadas a cabo no âmbito do PIIM, em Cacuaco, tendo-se mostrado satisfeito com a execução das mesmas.

Na ocasião, Manuel Homem considerou que o trabalho de asfaltagem de vias secundárias e terciárias constitui um ganho para o município, devendo servir de exemplo para as demais regiões de Luanda.

"Agrada-nos poder constatar que todas as obras, tanto a construção de hospitais, centros médicos, escolas e vias de comunicação, no quadro do PIIM, estão muito bem avançadas”, realçou o governador.

Na referida visita, Manuel Homem constatou que o município, ao longo dos últimos meses, tem estado a implementar muitas obras do PIIM e do Programa Especial com recursos próprios, que estão a dar outra imagem a Cacuaco.

Reconheceu que o município tinha constrangimentos a nível de procedimentos para a disponibilização dos recursos financeiros, mas é uma situação já ultrapassada, o que está a permitir uma aceleração dos projectos em curso.

A título de exemplo, o governador disse que o município tinha uma infra-estrutura hospitalar, que estava paralisada desde 2014, mas, com o desbloqueamento dos constrangimentos financeiros, nos últimos dias, as obras retomaram.

Além da retoma das obras do hospital, disse existirem, também, várias outras iniciativas que estão em curso como a abertura e asfaltagem de novas vias secundárias ligadas ao Programa Especial, que devem arrancar nos próximos dias.

 

Segurança e iluminação pública

Durante o encontro de auscultação pública, o governante apontou a segurança e a iluminação públicas como principais dificuldades constatadas em Cacuaco.

Neste quesito, avançou que o Governo vai continuar a trabalhar com o Comando Provincial da Polícia Nacional e com os vários projectos de iluminação aprovados para o município, no sentido de encontrar soluções urgentes que visam dar respostas às questões relacionadas com a segurança pública.

Anunciou que as autoridades estão a projectar a construção de novas esquadras, que vão permitir à Polícia Nacional estar cada vez mais próxima do cidadão e, com isso, resolver a problemática da segurança pública.

Quanto ao problema da água potável, disse que foram já aprovados dois grandes projectos de captação, que vão levar a água ao município de Cacuaco.

Embaixador da Rússia manifestou satisfação e garantiu a cooperação na manutenção do satélite  

O embaixador da Rússia em Angola, Vladimir Tararov, manifestou-se satisfeito pela conclusão da primeira etapa do Angosat-2, que culminou com a assinatura do Protocolo de Aceitação das duas partes.

No final do encontro, que reuniu engenheiros angolanos e russos, o diplomata disse que foi concluída uma fase bastante séria e de enorme responsabilidade de um projecto espacial, fazendo menção que "com isto estamos felizes, porque entregamos o satélite ao dono”.

"Agora, este Satélite tem um único proprietário, que é o Governo angolano”, afirmou. "É muito importante, porque vai oferecer inúmeras vantagens, não apenas para a economia e o comércio, mas, sobretudo, vai melhorar a qualidade de comunicação das pessoas mais simples, que vivem em zonas recônditas.

O embaixador russo disse que o Angolsat-2 vai melhorar os serviços de saúde, consultas médicas, cirurgias, acesso às telecomunicações e à internet de alta velocidade.

No que toca à manutenção do satélite, Vladimir Tararov garantiu que a Rússia vai continuar a apoiar Angola na área de manutenção de todos os componentes do satélite.

O embaixador garantiu que a Rússia vai continuar ajudar Angola com a manutenção de todos componentes, em particular nas questões terrestres. "Esse satélite possui grandes capacidades que ainda não foram exploradas até ao fim”, disse.

"Estamos prontos para ampliar a cooperação em várias áreas, incluindo a terrestre, que pode garantir o acesso e as capacidades adicionais do Angosat-2”, frisou Tararov.

 

Benefícios do Angosat-2

Por seu turno, a diretora adjunta do Gabinete de Gestão do Programa Espacial Nacional (GGPEN), Vangilya Pereira, disse que o satélite vai influenciar no preço dos saldos, criando uma série de "vantagens que vão se reflectir de forma directa e indirecta no bolso do cidadão”.

Em resposta às intervenções dos participantes, a engenheira esclareceu que não será uma influência directa nos terminais telefónicos dos cidadãos, devendo, antes, passar pelas operadoras. Depois disto, prosseguiu, vão se criar políticas para a redução dos custos.

Uma das vantagens, indicou, é que as operadoras vão efectuar os pagamentos em moeda nacional, o que considera uma das grandes vantagens do Angosat-2. "Os operadores terão a possibilidade de pagar os seus impostos e serviços em kwanza, ao contrário do que tem sido feito até agora, em que as operações incluem moeda estrangeira”, frisou.

 

Período de Manutenção

Por seu turno, o director do Centro de Controlo e Missão da Funda, Amaro João, disse que o satélite tem um tempo de vida útil não inferior a 15 anos. "Quando o Angosat-2 foi lançado, saiu da terra com uma determinada carga de combustível, que deve assegurar a manutenção do ponto de trabalho ou em órbita, por um período não inferior a 15 anos”, explicou.

O facto de estar no espaço, disse, o satélite está sujeito à força de outros elementos, como as radiações. Esses dois factores, continuou, contribuem bastante para aquilo que é o tempo de vida do equipamento que reveste o satélite e, consequentemente, determina o tempo de vida útil.

"Quando chegar o tempo de vida útil, mesmo que já não tenha combustível suficiente para o manter na posição ou no ponto de trabalho nominal, a fim de se evitar colisões, com outros satélites ou encobrir zonas para o qual não foi desenhado, reserva-se uma quantidade de combustível, devidamente definida com base na sua delimitação”, pontualizou, adiantando que essa quantidade de combustível será usado para a última manobra do Angosat-2, que é a de tira-lo da órbita geoestacionária e coloca-lo numa órbita superior a geoestacionária.

A distância entre a órbita geoestacionária de onde se encontra actualmente, e onde será colocado, é de 200 a 300 quilómetros, explicou o director do  Centro de Controlo e Missão da Funda, Amaro João.

  Programa de Observação da Terra

O ministro Mário Oliveira realçou, também, que o GGPN está a desenvolver o Programa de Observação da terra, com o apoio de alguns parceiros internacionais. Através deste programa, acrescentou, o país tem ferramentas com capacidade para gerir a exploração marítima, a administração da terra, na concepção de infra-estruturas rodoviárias, ferroviárias e outras.

"Neste momento, temos plataformas que permitem gerir recursos naturais dos mais variados que podemos ter, desde a indústria mineira, petróleo e fazer o controlo do derrames”, precisou. "Hoje, através do Programa de Observação da Terra, o Gabinete de Gestão do Programa Espacial Nacional está em condições de fornecer esses serviços à economia nacional”.

A agricultura, por exemplo, salientou, é um dos aspectos importantes, que deverá contribuir muito para a diversificação da economia, assim como para o ambiente. Referiu, a propósito, que, hoje, mais do que nunca, fala-se sobre o ambiente e o seu mau uso tem se verificado um pouco por todo o mundo. Nisto, o GGPN está em condições de apresentar ao país e a economia nacional, a plataforma que permite gerir a questão do ambiente.

A abordagem ambiental, acentuou, inclui os desastres ambientais e a seca. Através do Gabinete de Gestão do Programa Espacial Nacional, o Executivo tem trabalhado com os parceiros internacionais na concepção de plataformas que permitem, entre outras, gerir a seca no Sul do país.

O Programa Espacial Nacional foi desenhado para servir a economia, os angolanos e para promover seu o bem-estar.

Quadros qualificados

Hoje o país orgulha-se de ter dentro do Programa Espacial Nacional técnicos qualificados e certificados, com capacidade para trabalhar em qualquer Agência Espacial do mundo.

"É um facto que deve orgulhar a todos. Porque há dez anos, quando começamos esse projecto, não tínhamos essa capacidade. Esse programa baseia-se nos objectivos a longo prazo”, disse. Acrescentou que o mesmo está orientado no quadro da Agenda 2030 das Nações Unidas, tendo uma componente muito forte naquilo que é a utilização do espaço para fins pacíficos.

A Agenda 2030 das Nações Unidas, lembrou, apresenta no seus paradigmas, um aspecto muito importante que tem a ver com o investimento na utilização do espaço para o desenvolvimento da humanidade.

A meta final com o Angosat-2, pontualizou, é o desenvolvimento do país nas suas mais variadas vertentes, espelhadas naquilo que são os principais eixos e objectivos, a longo e médio prazo do Plano de Desenvolvimento Nacional.

 

Homenagem aos engenheiros

O ministro aproveitou a ocasião para homenagear os engenheiros e a equipa técnica envolvida no processo, pelos sacrifícios consentidos. "A equipa que esteve sempre sob liderança do director da GGPN, engenheiro João Zolana, a directora adjunta do Centro da Funda.

 "Esses são os nossos bravos guerreiros, que de dia e noite, sábados, domingos e feriados, com sol ou chuva, assim como no inverno rigoroso da Rússia e do Cazaquistão, nunca baixaram a cabeça. Com a sua dedicação, conseguimos estar aqui e assinar a recepção do Angosat -2”, concluiu o ministro Mário Oliveira.

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