Coronavírus

Mais de 40% da população acima dos 60 anos já recebeu uma dose

Mais de 40% da população cabo-verdiana acima de 60 anos já recebeu pelo menos a primeira dose da vacina contra a Covid-19, totalizando mais de 21.000 pessoas, revelou o director nacional de Saúde.

13/06/2021  Última atualização 06H10
© Fotografia por: DR
Durante a conferência de imprensa semanal sobre a situação da pandemia no arquipélago, realizada na Praia, o director nacional de Saúde de Cabo Verde, Jorge Noel Barreto, explicou que até 6 de Junho já tinham sido vacinadas 28.881 pessoas com pelo menos a primeira dose das vacinas disponíveis no país (Pfizer e AstraZeneca).

Deste total, explicou, 21.254 são pessoas com idade igual ou superior a 60 anos, a faixa etária prioritária no plano nacional de vacinação contra a Covid-19. Corresponde a 42% do total de pessoas nessa faixa etária em Cabo Verde, que representa também 82% dos 267 óbitos por complicações associadas à doença no país.
"É baixa ainda, mas é uma boa taxa, tendo em conta que é um dos grupos prioritários de vacinação”, apontou Jorge Noel Barreto.

O responsável acrescentou que 4.165 profissionais de saúde - os primeiros abrangidos na campanha de vacinação que arrancou em 19 de Março - já receberam pelo menos a primeira dose da vacina, equivalente a 97,5% do previsto, enquanto cerca de 2.600 já completaram o processo com a segunda dose.

Foram ainda vacinados até ao momento 426 polícias, 215 militares, 538 doentes crónicos com menos de 60 anos e 103 bombeiros, ainda dentro dos grupos prioritários de vacinação, preparando-se o avanço para a população em geral, daí o apelo para que o processo seja feito "sem receios”.

"Se a população não aderir à vacinação, de nada vai adiantar o esforço que o Governo de Cabo Verde tem feito para conseguir as vacinas e isso terá implicações gravíssimas no futuro do país (…) Vai condicionar a retoma das atividades económicas e põe em risco a vida das pessoas”, afirmou Jorge Noel Barreto.

O objectivo do Governo cabo-verdiano é vacinar 70% da população elegível do país (cerca de 330 mil pessoas, acima dos 18 anos) até final deste ano.
O director nacional de Saúde avançou ainda que a taxa de ocupação nas unidades de saúde do país é de 31%, com 26 doentes com Covid-19 internados, 11 dos quais em estado grave ou crítico.

Noel Barreto acrescentou que nos últimos 14 dias (24 de Maio a 6 de Junho) foram analisadas 14.952 amostras, a uma média diária de 1.068, e confirmados 1.754 novos casos de Covid-19, equivalente a uma taxa de positividade de cerca de 12%.

Nos 14 dias anteriores (10 a 23 de Maio), tinham sido analisadas 22.427 amostras e confirmados 2.821 novos casos, correspondente a uma taxa de positividade de 13%.
"A taxa de positividade ainda está acima do que é desejável, que é de 4%, e apesar de a situação continuar a parecer favorável, no sentido de algum controlo, ainda é extremamente importante que as pessoas continuem a cumprir as regras”, afirmou o director nacional de Saúde.

Cabo Verde fechou os últimos 14 dias com uma taxa nacional de incidência de Covid-19 de 311 casos por 100 mil habitantes, contra os 501 casos no período anterior.
O país tinha registado um pico de 51 mortes por complicações associadas à Covid-19 em Abril, registo que caiu para 45 em Maio e para três óbitos na primeira semana de Junho.


Resposta à pandemia

Cabo Verde aplicou no primeiro trimestre quase 30% dos mais de 14 milhões de euros que prevê gastar em 2021 nos vários projectos de resposta à pandemia de Covid-19, segundo dados do Governo.
De acordo com um relatório do Ministério das Finanças, consultado pela Lusa, a execução orçamental dos projectos inscritos em resposta à Covid-19 totalizou, até Março, quatro milhões de euros, de um total previsto de 14,3 milhões de euros para todo o ano.

Até Fevereiro, tinham sido executados projectos no valor de 1,3 milhões de euros, de um total previsto de 9,3 milhões de euros para todo o ano, que foi, entretanto, incrementado.

Em causa estão projectos de preparação e reposta à Covid-19, através da vacinação, de acções de prevenção da transmissão da pandemia, de reforço do sector da Educação, do apoio aos municípios no combate à doença, mas também na atribuição de apoios sociais de emergência às famílias mais carenciadas, nomeadamente trabalhadores do sector informal.

A principal parcela (72%) do investimento suportado até Março foi garantida através de empréstimos ao Estado e a restante verba directamente pelo Tesouro cabo-verdiano (22%) e por donativos internacionais (6%), de acordo com o mesmo relatório do Ministério das Finanças sobre execução orçamental.

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