Sociedade

Mais de 100 falsos médicos desactivados da base de dados

Tatiana Marta | Huambo

A bastonária da Ordem dos Médicos de Angola denunciou, segunda-feira (24), na cidade do Huambo, que “foram bloqueados e retirados” da base de dados, nos últimos tempos, mais de cem falsos médicos, que, em diversas unidades hospitalares, exerciam ilegalmente a actividade de saúde, assegurando que o reconhecimento de documentos será um processo contínuo e permanente.

25/01/2022  Última atualização 08H24
A governadora Lotti Nolika (à direita) testemunhou o acto por ocasãodo Dia Nacional dos Médico © Fotografia por: Joaquim Armando | Edições Novembro
Elisa Pedro Gaspar apresentou a inquietação quando, por ocasião do Dia Nacional dos Médicos, a celebrar-se amanhã, 26 de Janeiro, discursava na abertura das jornadas médicas, afiançando que a conivência de uma rede de trabalhadores da saúde tem estado na origem do elevado número de falsos médicos, que, em troca de valores monetários, facilitam a atribuição de número de identificação.  


A Ordem, que tem inscrito, de momento, um total de 14 mil e 190 médicos, entre os quais repatriados, está a interagir com o Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação e outras associações para a aceleração do reconhecimento dos documentos, por intermédio da agência de protecção de dados, em virtude das novas cédula passarem a ser emitidas com o código QR, o que, apontou Elisa Pedro Gaspar, vai facilitar saber qual o médico que prescreveu uma determinada receita.

A governadora do Huambo, na qualidade de anfitriã da província que acolhe, durante três dias, estas jornadas, com o lema "classe médica unificada para humanização nos serviços de saúde”, destacou "o incansável contributo e participação activa” da classe na assistência e prestação de cuidados primários de saúde, sobretudo neste período "profundamente marcado pela pandemia da Covid-19.”
Lotti Nolika afirmou que actividades do género têm o condão de proporcionar "momentos de reflexões” que auxiliam para "a definição conjunta de estratégias” que permitem lidar melhor com os vários desafios que os médicos, outros profissionais de saúde e o governo enfrentam, no dia-a-dia, mas que, progressivamente, se vai encontrando formas de superá-los.

O exercício da actividade médica, disse, requer muito profissionalismo, inteligência, amor ao próximo, humanismo e dedicação, porque só estando comprometido com estes princípios será possível prestar melhores cuidados de saúde.
"A classe médica deve continuar firme e, acima de tudo, unida na busca de um nível de humanização dos serviços, que se quer cada vez mais forte em prol do bem-estar das nossas populações”, encorajou.  


Nas jornadas médicas, em que participam representantes das 18 províncias, professores de saúde e médicos, serão abordados temas relacionados com as doenças crónicas, diagnósticos e tratamento, diabetes, humanização em pediatria, vacinação contra a Covid-19 em crianças e adolescentes, em Angola, entre outros.

A discussão em torno da proposta do ante-projecto de revisão dos estatutos da Or-dem dos Médicos de Angola, há 31 anos descontextualizados, desde a sua definição, como instrumento regulador da vida interna e externa da ORMED, é uma das principais abordagens em foco, onde se esperam contribuições para a sua uma aprovação, convergindo os interesses da maioria da classe.

A apresentação oficial do "Prémio Nacional de Medicina – Angola Avante" -, que visa reconhecer o mérito dos profissionais da classe, cuja edição de 2022 irá prestigiar profissionais e os especialistas que mais se debatem com a problemática da Covid-19, será outro tema em análise.

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