Economia

Madang explora polígono do Cuima

A Madeiras de Angola (Madang) vai explorar, por 45 anos, o polígono florestal do Cuima, na Caála, Huambo, uma área de cerca de 13 mil hectares obtida pela companhia de capitais públicos no desfecho de um concurso de concessão, soube o Jornal de Angola de fonte oficial.

19/06/2021  Última atualização 10H00
© Fotografia por: Contreiras Pipa | Edições Novembro
O presidente do Conselho de Administração, Tomás Caetano, anunciou o facto à nossa reportagem, durante uma deslocação na quinta-feira realizada a Benguela pelo secretário de Estado para as Florestas, André Moda, para discutir assuntos relacionados com a exploração do polígono do Cuima.

De acordo com Tomás Caetano, a empresa está a preparar, para dentro de três a quatro meses, um concurso público para a selecção de parceiros para a exploração e gestão do polígono constituído por eucaliptos, pinheiros e ciprestes.

"Já traçamos o programa de actuação, agora, vamos fazer o inventário e o pré-estudo para avaliarmos o potencial para, posteriormente, lançar concursos”, disse o gestor. O inventário, disse, vai permitir apurar dados do estado real da floresta e da qualidade da madeira, bem como perspectivar o volume de produção.

A Madang, afirmou Tomás Caetano para definir os concursos, "não é uma produtora florestal”, mas trabalha em parceria com empresas nacionais e estrangeiras que, doravante, são seleccionadas em processo de licitação. 

O secretário de Estado defendeu o contrato de concessão florestal como uma das medidas já deliberadas, em Conselho de Ministros, para diminuir a pressão sobre a floresta nativa, o que já acontecia por contrato simplificado e que, no passado, permitiu adjudicar polígonos florestais ao Fundo Soberano de Angola, à Caixa Social das FAA  e à própria Madang. Agora, os critérios para a operação do polígono incluem a idoneidade, capacidade técnica e financeira das empresas a seleccionar, bem como o compromisso com a preservação dos recursos naturais.
Hermínio Fontes | Benguela

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