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Macron defende nova aliança com o continente africano

O Presidente francês defendeu hoje, perante o Parlamento Europeu, que a União Europeia tem “o dever de propor uma nova aliança ao continente africano”, palco de “parte da convulsão mundial” e “parte do futuro” da própria Europa.

19/01/2022  Última atualização 15H18
© Fotografia por: DR

Discursando no hemiciclo de Estrasburgo, para apresentar as prioridades da actual presidência semestral francesa do Conselho da UE, Emmanuel Macron disse que a Europa deve "repensar algumas das suas políticas de vizinhança” e, nesse quadro, "reinventar” a parceria com África, algo que será discutido entre os líderes europeus e africanos na cimeira UE-África agendada para Fevereiro.

"A Europa tem assim o dever de propor uma nova aliança para o continente africano. Os destinos das duas margens do Mediterrâneo estão ligados, e não podemos abordar de forma adequada o tema das migrações sem abordar as suas causas profundas e evocar o destino comum com o continente africano”, disse.

"É em África que está a ter lugar parte da convulsão mundial e onde se joga parte do futuro deste continente e da sua juventude, mas também do nosso futuro”, complementou.

Macron disse que a cimeira UE-África agendada para 17 e 18 de Fevereiro constitui então a oportunidade de "reconstruir a parceria com o continente africano”, que vá além da ajuda ao desenvolvimento, embora a Europa deva continuar a apoiar África, designadamente no combate à pandemia da covid-19.

"Mas nos próximos meses teremos de dar um novo passo e reinventar uma nova aliança com o continente africano, antes de mais através de um «new deal» económico e financeiro com África”, com "propostas de investimento muito concretas”.

Emmanuel Macron defendeu que a nova parceria deve compreender ainda "uma agenda para a educação, saúde e clima, com vista ao desenvolvimento do continente e a esperança da juventude africana”, assim como "uma agenda de segurança, através do apoio europeu aos Estados africanos confrontados com o aumento do terrorismo, como sucedeu no Sahel”.

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