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Macron considera “paródia” referendos ditados por Putin

Em declarações aos jornalistas, o chefe de Estado francês denunciou o “cinismo” russo.

22/09/2022  Última atualização 07H40
Presidente francês disse que está à vista o “cinismo russo” © Fotografia por: DR

O Presidente francês, Emmanuel Macron, considerou, ontem,   uma "paródia” os referendos de anexação de regiões ucranianas à Rússia.

Em declarações a jornalistas, poucos minutos antes do seu discurso na Assembleia das Nações Unidas, o Chefe de Estado francês  disse que se trata do "cinismo” russo.

Para Macron, os referendos anunciados pelas autoridades pró-russas de anexação de quatro regiões do Leste e Sul da Ucrânia, controladas por Moscovo, são "mais uma provocação  e uma caricatura que, aos olhos dos franceses, não têm consequências legais”.

"A Rússia deve deixar o território ucraniano que é soberano e respeitar as fronteiras reconhecidas. A própria ideia de realizar referendos em regiões que sofreram com a guerra é a marca do cinismo. Imitação de forma democrática ou legitimidade democrática, mas não é porque imitamos que encontramos a soberania do povo”,  disse.

Emmanuel Macron acusou ainda a Rússia de "provocar o regresso dos imperialismos e das colónias” na Europa com a invasão da Ucrânia.

"O que estamos a testemunhar desde 24 de Fevereiro é um regresso à era dos imperialismos e das colónias. A França recusa essa ideia e irá obstinadamente procurar a paz”, frisou o Chefe de Estado francês ao discursar na Assembleia Geral da ONU, em Nova Iorque.

O Presidente francês destacou, no entanto, que mantém um canal aberto de diálogo com a Rússia de Putin, com quem planeia voltar a falar nos próximos dias, em especial sobre segurança nuclear.

Na intervenção, Macron continuou as duras críticas contra Moscovo, sublinhando a "agressão russa à Ucrânia”, em que Putin está a tentar envolver toda a comunidade internacional.

"Com a guerra, a Rússia decidiu abrir a proibição de outras guerras de anexação, hoje na Europa, mas talvez amanhã na Ásia, África e América Latina. O que vimos desde 24 de Fevereiro é um regresso ao imperialismo e ao colonialismo, rejeitado pela França”, insistiu.

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