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Mabubas tem grande potencial para servir de postal de visita

Guimarães Silva | Bengo

A comuna das Mabubas, na província do Bengo, afigura-se como um dos principais pólos de desenvolvimento do município do Dande, posição reforçada pelos recursos e locais de atracções turística que reúne.

27/09/2021  Última atualização 08H05
© Fotografia por: DR
Dos inertes de suporte às grandes obras de construção civil realizadas na província e outras zonas vizinhas, a madeira rara que concentra, o mercado do Sassa, o miradouro para a albufeira da barragem hidroeléctrica que leva o nome da localidade (Mabubas), ao rio Dande não há falta de soluções para atrair turistas, investimentos e recursos necessários ao desenvolvimento das comunidades.

De Caxito às Mabubas, a distância é de apenas nove quilómetros (9 km), percorridos numa estrada asfaltada e em bom estado técnico.
A comuna apresenta um mosaico de habitações precárias de iniciativas individuais, que no plano turístico mundial constituem hoje uma atracção.

Mas, para dar corpo à modernidade, lá estão também edificados complexos residenciais para directores provinciais, deputados à Assembleia Nacional pelo círculo provincial, funcionários da Empresa Provincial de Água e Saneamento (EPAS) e de técnicos que trabalham na barragem.
O coordenador da Comissão de Moradores das Mabubas (sede), Isangue Vasco, na localidade há mais de 32 anos, lembrou que, no passado, a maior parte das casas era do tipo rudimentar, sem água e energia eléctrica.

Da zona das tendas à entrada do Porto Quipiri, sobressai a Estação de Tratamento de Água (ETA), no meio de um bairro ainda por urbanizar, com  construções de blocos de cimento e adobe, cujas imagens exteriores contrastam com as da Igreja Católica de Nossa Senhora do Sameiro.
Em relação a melhoria das condições de habitabilidade, a administradora comunal, Isabel  Lourenço Lisboa, lembrou que havia um projecto para a construção da Centralidade das Mabubas, que abrangeria a sede comunal até muito próximo do Leleca.

"Não temos certeza se o projecto voltará a ser implementado na sede da comuna, porque houve teimosia dos munícipes que invadiram o espaço, fizeram construções anárquicas e comprometeram a intenção do Governo de executar o projecto na zona”, criticou.
A propósito, o coordenador da Comissão de Moradores, Isangue Vasco, esclareceu que os camponeses apenas ocuparam o espaço para o cultivo, enquanto aguardam pelo início das obras da futura centralidade.

Quanto aos dois empreendimentos, à entrada da sede comunal, cujas obras encontram-se paralisadas há mais de 12 anos, nomeadamente, o complexo desportivo financiado pelo Fundo Coca-Cola e o edifício para o funcionamento dos Gabinetes Provinciais, a administradora Isabel Lisboa informou que não encontrou qualquer documento que a colocasse a par da situação.

Em relação ao Plano Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM), Isabel Lisboa avançou que o único projecto em curso, na localidade do Kirindo, é a obra de reabilitação e ampliação de uma escola do ensino primário. "Os trabalhos estão a 30 por cento da sua execução física”, avançou.
 A sede comunal está à volta de um pomar de embondeiros, uma diversidade de arbustos e capim.

Os seus 7.500 quilómetros quadrados de área da albufeira são, simplesmente,  espectaculares aos olhos de quem vê, a partir do miradouro. Bem ao lado, e sempre ao alcance de um simples olhar, o rio Dande serpenteia entre os  montes rochosos escavados, atravessando mais adiante o Açude e os bairros Caboxa, Boa Esperança, Quixari e Kirindo, só para citar estes, em direcção ao Oceano Atlântico. Mabubas tem potencial turístico que, bem explorado, pode servir de fonte de receitas para ajudar a desenvolver a região.

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