Cultura

Luto na Literatura: Morreu o escritor Octaviano Correia

Morreu, esta quinta-feira, em Luanda, vítima de doença, o escritor e jornalista Octaviano Correia, antigo director do Instituto do Livro e do Disco (INALD) e membro da União dos Escritores Angolanos, de que foi secretário para as Actividades Culturais e editor da revista Lavra & Oficina.

07/10/2022  Última atualização 06H25
© Fotografia por: DR
Igualmente membro da Academia de Letras de Angola, publicou mais de uma dezena de livros e editou centenas de obras literárias de membros da União dos Escritores Angolanos. Na imprensa teve uma carreira notória, sendo jornalista profissional desde 1976. Começou a sua carreira jornalística na Rádio Nacional de Angola e, nessa altura, participou no Curso de Radiodifusão da Rádio Berlim, na RDA.

Cronista consagrado no mercado literário angolano, sobretudo em matérias ligadas à literatura infanto-juvenil, escreveu crónicas e estórias infantis para o programa Rádio Piô, da Rádio Nacional de Angola (RNA).

Octaviano Guedes Correia nasceu a 25 de Fevereiro de 1940, no Lubango. É casado com a bióloga Lina Correia, desde 1963. Uma relação que gerou cinco filhos.

Em 1961, foi incorporado na tropa colonial e ficou quase quatro anos com a farda colada ao corpo entre o Norte, Lunda e Luanda. Octaviano Correia regressa ao Lubango e liga-se à Rádio Clube da Huíla, onde fazia programas para crianças e um dedicado aos problemas do subúrbio, o "Aqui Lubango”, que a polícia política portuguesa manda suspender.  E depois, um dia, em 1974, acordou e o mundo tinha mudado de repente. Acontecera o 25 de Abril. E o mundo nunca mais parou de mudar. E, posteriormente, aconteceu o 11 de Novembro de 1975, quando, segundo diz, o mundo deu uma nova reviravolta: "Ganhei uma Pátria na terra que já era minha”.

Condolências de Mário Oliveira

Numa mensagem de condolências, o ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social refere ter sido com "profunda dor e consternação” que tomou conhecimento do falecimento de Octaviano Correia.

Mário Oliveira destaca o facto de ter sido sob o comando de Octaviano Correia que a RNA inseriu na sua grelha de programação espaços de educação e entretenimento dedicados às crianças. O ministro endereçou "sentidos pêsames” à família enlutada e aos trabalhadores da RNA.

Escreveu, pode considerar-se, uma extensa obra literária, da qual sobressaem os títulos: "Fizeste fogo à viúvinha”; "Era uma vez que não conto outra vez”; "O esquilo da cauda fofinha e o dendém apetitoso”, "O país das mil cores”; "O reino das rosas libertas”; "O patinho que não sabia nadar”; "Amizade de leão não se faz com traição”; "Luchila a gotinha de água”; "O desvivente”; "A avó que nasceu duas vezes” e "O bicho dos relvados”.

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