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Lunda-Norte: Ex-administradora do Cuango e empresário estão detidos

O Tribunal Provincial da Lunda-Norte ordenou, ontem, a detenção da ex-administradora municipal do Cuango, Angélica Umba Macanua, e mais oito pessoas, incluindo o empresário Domingos da Costa e um funcionário do Banco de Poupança e Crédito (BPC).

28/08/2020  Última atualização 05H19
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Uma fonte do Tribunal Provincial da Lunda-Norte informou, ontem, à imprensa, no Dundo, que os arguidos são acusados, pelo Ministério Público, da prática dos crimes de peculato, violação de normas de execução de planos e orçamento , participação económica, associação criminosa e branqueamento de capitais.

Os detidos terão desviado, em 2017, mais de dois mil milhões de kwanzas destinados à aquisição de medicamentos de combate à malária. Além do empresário e do funcionário do BPC Roberto Luachi, no mesmo processo, relativo a eventual desvio de fundos do Programa de Municipalização de Serviços de Saúde, estão arrolados o ex-director municipal do Gabinete de Estudos, Planeamento e Estatística (GEPE), Gerson Maximata, e o actual responsável pelo sector da Saúde no Cuango, Omar Catumba Calobo.

De acordo com a fonte, o Serviço de Investigação Criminal (SIC) está a efectuar diligências com vista à transferência de Omar Calobo para a prisão da Cacanda, no Dundo, onde deverá ficar detido, preventivamente, até ao julgamento.  No mesmo processo estão, também, arrolados proprietários de empresas fictícias, cujos paradeiro são desconhecidos pelas autoridades.

O inquérito sobre o desvio das verbas em causa, que culminou com a aplicação da medida de coação penal, foi aberto em 2017, fruto de denúncias públicas que davam conta da ruptura de stocks de medicamentos essenciais para o combate à malária nas unidades sanitárias do município do Cuango.

As investigações concluíram que a verba disponibilizada, na altura, pelo Ministério da Saúde, foram transferidas para contas de 25 empresas, a maioria das quais fictícias.  Segundo a fonte do Tribunal Provincial da Lunda-Norte, o julgamento do conhecido “Caso Cuango” pode começar nos próximos dias. Daí a razão do juiz da causa ter ordenado a prisão preventiva dos arguidos.

 

Bastará, para tal, a sua localização. A ex-administradora municipal do Cuango Angélica Umba Macanua e o então director local do Gabinete de Estudos, Planeamento e Estatística, Gerson Maximata, já tinham sido detidos preventivamente no ano passado, mas posteriormente foram soltos, tendo a medida de coação penal passando para o Termo de Identidade e Residência.

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