Política

Luísa Damião leva solidariedade a reclusas

Yara Simão

Jornalista

A vice-presidente do MPLA, Luísa Damião, manifestou, ontem, solidariedade com as reclusas da penitenciária de Viana, no âmbito do dia da Mulher Africana, assinalado sábado.

03/08/2021  Última atualização 05H20
Vice-presidente do MPLA conviveu, ontem, com as reclusas © Fotografia por: Agostinho Narciso|Edições Novembro
Luísa Damião esclareceu que visitou a penitenciária nas vestes de cidadã e que não foi para fazer um discurso político. "Não venho fazer um discurso, venho exercitar princípios que aprendi no meu partido, o MPLA, o princípio da solidariedade e humanismo. E o tema desta actividade é 'Solidariedade para melhor ressocialização'”, sublinhou.

A dirigente referiu que "a solidariedade também é um acto de cidadania". "Solidariedade não é dar o que nos sobra, é partilhar o que temos”, disse. "Não estou aqui para perguntar o porquê que estão aqui", disse, acrescentando que "todos erramos e quem nunca errou que atire a primeira pedra".

Sublinhou, ainda, que foi levar amor, paz interior, solidariedade e conviver com mulheres talentosas que constituem 52 por cento da população e valiosas para o desenvolvimento do país.

"Aproveitamos o 31 de Julho, Dia da Mulher Africana, por isso estamos aqui. Sabemos que estão privadas de visitas familiares por causa da Covid-19. Nós somos as vossas famílias, somos seres humanos como vocês, apesar de estarem privadas da vossa liberdade e a estadia aqui vai vos ajudar a corrigir os erros, a serem pessoas melhores e se inserirem na sociedade", sublinhou.

A vice-presidente do MPLA destacou a aposta da penitenciária na humanização. Apesar de serem reclusa, apelou, devem ter os direitos respeitados, porque são seres humanos. "Aproveitamos também para verificar as condições em que vivem e advogar caso fosse necessário. Felizmente encontramos boas condições. As condições são aceitáveis, estão a cumprir os princípios do humanismo, isso é o mais importante”.

Acompanharam a vice-presidente do MPLA equipas de aconselhamento jurídico, psicólogos e serviços de Re-gisto e Notariado, para que as reclusas e trabalhadoras da penitenciária pudessem actualizar os seus Bilhetes de Identidade.
Actualmente a cadeia de Viana conta com 450 reclusas indiciadas nos crimes de homicídio, tráfico de drogas, burlas e furtos.

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