Política

Luísa Damião apela à promoção da cultura do diálogo

Maximiano Filipe | Benguela

Jornalista

A vice-presidente do MPLA, Luísa Damião, exortou a população da província de Benguela no sentido de promover a cultura do diálogo, sempre que houver necessidade para dar solução pontual aos reais problemas sociais.

21/11/2021  Última atualização 08H14
© Fotografia por: DR
A dirigente falava sábado (20) na jornada comemorativa dos 59 anos da JMPLA, que se assinala, no próximo 23 de Novembro, cujo acto foi antecipado, para sábado (20), sob o tema "O papel dos fazedores de opinião na estabilidade política e social”.

Nesse domínio, a responsável sublinhou que o presidente do MPLA e da República, João Lourenço, defende e sempre defendeu, cada vez mais, a ampliação dos mecanismos de diálogo participativo, aberto, crítico e construtivo.

Com esta acção, acrescentou Luísa Damião, o líder da Nação pretende absorver as contribuições de toda a sociedade, com vista a reforçar o espírito de unidade, coesão, tolerância e reconciliação nacional, atendendo aos desafios de desenvolvimento e do bem-estar das populações.

Disse que o Presidente da República ama a juventude e tudo está a fazer e a lutar, para que os jovens tenham mais oportunidades de educação, saúde, terreno para construir a sua casa e, sobretudo, a problemática do emprego, que é um desafio para todos governos e presidentes, num mundo em que as necessidades são ilimitadas e os recursos escassos.


No VIII Congresso Ordinário do MPLA, informou, a mulher e a juventude farão história com a reafirmação da liderança do Presidente João Lourenço, onde estarão representados 50% homens e 50 % mulheres, entre os delegados, 50 % homens e 50 % mulheres nos órgãos colegiais e 35 % para Juventude.


"É extraordinário e estratégico, colocar a mulher e a juventude no centro dos órgãos de decisão. Faz uma ruptura e marca uma viragem audaciosa que se compagina aos novos tempos. Com estas e outras iniciativas, quando assustarem já está! Mas tem de ser com muito trabalho, rigor na organização e mobilização para vencermos, de forma expressiva, as eleições gerais de 2022”, advogou.

Reconheceu  os desafios que a juventude enfrenta hoje e que as gerações mais velhas têm a obrigação de ajudar: "Por tal facto, o Estado tem estado a investir cada vez mais, no ensino geral, técnico e profissional, no ensino superior e, ao mesmo tempo, cria as condições para que haja cada vez mais empregos e terrenos para que aqueles que querem casar consigam construir uma casa ou tenham uma habitação condigna”.


Luísa Damião realçou que é preciso que se continue a colocar os talentos em acção com resiliência: "Não desistam. Os jovens não esperam, são aqueles por quem se espera. Devem participar activamente na construção do seu futuro”.
O MPLA, explicou, considera fundamental continuar a encetar esforços para assegurar que os jovens e as mulheres tenham, cada vez mais, uma educação acessível, inclusiva e de qualidade, que proporcione a este grupo da sociedade competências relevantes em matéria de emprego e empreendedorismo, bem como oportunidades de formação.


O bem-estar, a participação e o empoderamento da juventude são, igualmente, os principais motores impulsionadores do crescimento e desenvolvimento social, económico e sustentável do país, reiterou, destacando que "os jovens estão cada vez mais atentos e ávidos de ter uma participação activa no país e com um especial interesse do seu engajamento nas questões políticas e sociais”, daí que esta seja, também, uma aposta "indispensável”.

A vice-presidente acrescentou que a relação entre o MPLA e a juventude angolana é inquebrantável: "Ela já não é apenas o futuro como ouvimos no passado. A juventude é o presente. Temos de lhe assegurar um futuro melhor, na base da realidade, na medida em que são os protagonistas das transformações sociais, económicas e políticas”.

Incentivou os jovens a prosseguirem, estando ao serviço da sociedade e da comunidade através de causas nobres, sendo uma juventude solucionadora, criativa, inovadora e dinâmica para a construção de uma Angola democrática, próspera, solidária e justa.

Realçou que hoje se assiste, com alegria, jovens preocupados com a educação e com o empreendedorismo, a fazer alguma coisa útil para a sociedade e para a sua comunidade. "É assim que deve ser, uma geração formada e qualificada, na medida em que a educação assume um papel transformador no desenvolvimento pessoal e profissional de um indivíduo”, considerou.

"A juventude representa o período mais lindo da vida que se dá entre a infância e a maturidade, é ser optimista, acreditar, é conseguir ver e ler o mundo em todos os sentidos, é ter sonhos, expectativas e querer colocá-los em prática, é ser ousado, mesmo sentindo receios, é ter a arte de inventar e reinventar, quando necessário, é ser visionário, é ser capaz de vencer os obstáculos que a vida lhe impõe, é ser solidário, é ser um actor transformador, onde quer que esteja”, reconheceu.

O MPLA, disse, é um partido que prima pela concórdia e busca, a todo custo, pela estabilidade política e social. Por essa razão, apelou a todos homens e mulheres de bem a trabalharem sempre para contínua harmonia social.


JMPLA mantém firmeza

A secretária provincial da JMPLA, em Benguela, Guilhermina de Araújo, disse que a organização juvenil do MPLA "goza de boa saúde e está pronta para os desafios que se impõem, mormente, às eleições de 2022”.

Referiu que, a exemplo do partido, a JMPLA desenvolve as acções políticas nas comunidades, à base dos verdadeiros ideais do patriotismo, respeito, harmonia, responsabilidade, ética e civismo, pilares que caracterizam a qualidade de um cidadão que ama Angola e se compromete a respeitar as leis e os símbolos nacionais.

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