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Luanda: Moradores do bairro Mandume pedem acção para travar ravinas

Pedro Bica| Edições Novembro

Moradores do bairro Rei Mandume, no Distrito Urbano da Cidade Universitária, pedem uma intervenção urgente do Governo Provincial de Luanda (GPL), para travar a progressão de ravinas, que ameaçam destruir centenas de residências.

31/07/2022  Última atualização 11H48
© Fotografia por: Alberto Pedro | Edições Novembro

Uma das casas ameaçadas pelas ravinas é a de Moisés Pedro, que teme que a habitação não resista ao fenómeno, principalmente quando começarem as chuvas.

O morador daquele bairro, localizado no município de Talatona, clama por um trabalho da parte do Governo, porque, neste momento, além da ameaça às casas, as ravinas cortaram a circulação automóvel em determinadas vias.

Moisés Pedro deu a conhecer que a falta de iluminação pública no bairro é outra dificuldade na zona, o que tem contribuído, grandemente, para o aumento do índice de delinquência.

Em função disso, Osvaldo Nascimento clama por um policiamento de proximidade no bairro, sobretudo na calada da noite e às primeiras horas da manhã, por serem os turnos em que os marginais mais actuam.

Este morador do bairro Rei Mandume apelou, ainda, ao Governo para levar uma série de serviços sociais àquela parcela do distrito, para que se evite sair da região para resolver certos assuntos.

"Podiam ser aproveitadas as obras do PIIM para a zona, o que nos traria serviços escolares e sanitários públicos”, realçou Osvaldo Nascimento, que reclama, igualmente, da falta de água potável, apesar do bairro dispor de um centro de distribuição de abastecimento, que não funciona.

Mas, o maior problema do bairro tem mesmo a ver com a progressão das ravinas. É o que diz Ginga Afonso, outro morador da zona, que considerou que a resolução do fenómeno geológico depende de uma intervenção de sectores das Obras Públicas.

"A progressão das ravinas está alarmar os moradores do bairro, onde as fazendas e casas correm o risco de serem engolidas, assim como a zona ficar totalmente isolada”, teme o morador.

Com 11 anos de existência, o bairro Rei Mandume conta com uma extensão territorial de seis quilómetros quadrados e uma densidade populacional, estimada em mais de nove mil habitantes.  

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