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Localidade de Nkalambata clama por serviços básicos

Fernando Neto | Mbanza Kongo

Jornalista

Os habitantes da comuna de Nkalambata, município de Mbanza Kongo, província do Zaire, clamam pela solução da falta de água, energia eléctrica, assistência médica e medicamentosa, apurou, ontem, o Jornal de Angola, na região.

31/05/2021  Última atualização 09H45
Mbanza Kongo é a sede do município que agrega a localidade de Nkalambata © Fotografia por: Garcia Mayatoko | Edições Novembro
A comuna, que conta com três mil e 265 habitantes, está privada de abastecimento de água potável desde 2018, por causa de uma ruptura registada numa das tubagens que transporta a água ao tanque que bombeia em sistema de gravidade para toda a localidade.
A falta de energia eléctrica e assistência medica e medicamentosa  fazem parte do rol de dificuldades dos habitantes de Nkalambata, que clamam por solução urgente por parte das entidades de direito.

Um dos habitantes da comuna, Pedro  Mendes, 28 anos, disse ao Jornal de Angola que muita gente na região tem imigrado para  zonas limítrofes à procura de melhores condições de vida.
"Nesta comuna falta muitos serviços básicos, desde o sistema de abastecimento de água, energia eléctrica, assistência  medica e medicamentosa, entre outros.  Por falta de uma ambulância, os doentes em estado grave são transportados para a cidade de Mbanza Kongo no carro atribuído à administradora, e quando ela não está na localidade o doente vai de táxi às nossas custas”, detalhou.

Falta de verbas


O administrador municipal de Mbanza Kongo, Manuel  Gomes, que orientou os trabalhos da 5ª Reunião do Conselho de Direcção da Administração Municipal,  disse que a reparação da conduta de água está apenas condicionada a falta de verbas.Como solução paliativa, adiantou, na próxima semana será reparado o grupo gerador de 100 KVA para permitir o abastecimento de água à Administração Comunal, enquanto se aguarda por uma solução definitiva.
"Como medida urgente, os técnicos vão reparar o gerador instalado na central de captação de água da sede comunal, para,  pelo  menos, abastecer à Administração com água e energia eléctrica. Contudo, para mantermos o gerador operacional constantemente  precisamos de verbas  para comprar combustível”, disse.

Em relação à assistência medica e medicamentosa, o responsável  avançou que, no âmbito das suas atribuições, Administração Municipal , "tem dado resposta de acordo com as suas possibilidades financeiras”, para acrescentar : "No âmbito do Programa de Desenvolvimento local e Combate à Pobreza vamos construir um novo posto médico na aldeia do Mawunze, para aproximar os serviços de saúde à população local”.


"Os atrasos que se registam na aquisição de medicamentos”, prosseguiu”, "afectam a programação mensal de distribuição às comunas. Pode haver uma pequena ruptura, mas garantimos os medicamentos essenciais para o tratamento da malária e de doenças diarreicas agudas”.
Manuel Gomes revelou que o município de Mbanza Kongo recebeu mais 35 técnicos de saúde, fruto do último concurso público nacional realizado no sector. "Estes quadros serão colocados nas cinco comunas do município, tão logo estejam criadas as condições de alojamento para eles”.

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