Economia

Lobito: Pesqueiro espanhol naufragou

Júlio Gaiano| Lobito

Jornalista

O navio pesqueiro espanhol “Fígaro” naufragou, na sexta-feira, com 380 mil litros de combustíveis e outros produtos oleosos a bordo, no fim de esforços para o manter a flutuar com a ajuda de outra embarcação pesqueira, o “Folia”, soube ontem o Jornal de Angola de fontes da Capitania do Porto do Lobito.

25/10/2020  Última atualização 18H57
Capitão do Porto do Lobito anunciou decisões cruciais © Fotografia por: Edições Novembro
A naufrágio deu-se a 17 milhas da costa do Lobito, para onde o "Fígaro” foi arrastado para conter a deriva e não perigar a navegação depois de o incêndio ter deflagrado, a 20 milhas da costa, na segunda-feira. O naufrágio do "Fígaro” põe fim aos esforços para mantê-lo a flutuar enquanto se esperava por um rebocador para a extinção total do fogo que, sexta-feira, ainda lavrava no interior.

Além do material inflamável, o navio transportava 14 mil toneladas de pescado que, em declarações anteriores à notícia do naufrágio, o capitão do Porto do Lobito, Henrique Pedro,  acreditava terem-se perdido no incêndio. O ambientalista Figueiredo Kusanhica alertou, ouvido pela nossa reportagem, em Benguela, para a perigosidade que a situação acarreta para o ambiente, solicitando celeridade das autoridades na busca de soluções, usando os meios disponíveis antes que o pior aconteça.

"São mais de 380 mil litros de combustíveis e outros tantos lubrificantes que podem escapar e contaminar o mar. É necessário maximizar esforços para minimizar os danos, porquanto está em causa a sobrevivência das espécies marinhas que ali abundam”, preveniu o ambientalista.

Recorde-se que, quando se deu o incêndio, o "Fígaro” tinha a bordo 30 tripulantes, sendo 16 angolanos, cinco senegaleses, igual número de espanhóis, três peruanos e um cidadão do Ghana, todos eles foram socorridos com vida por uma equipa da Capitania do Porto do Lobito, numa operação que durou mais de sete horas, entre as 8h00 e as 15h30 de segunda-feira.

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