Cultura

Livro “A Cassola e o Monstro”chega ao mercado literário

Manuel Albano |

Jornalista

“A Cassola e o Monstro” é o título do livro infantil da autoria de Isaura Teixeira Afonso de 13 anos, que teve o pré-lançamento, ontem, no pátio da Luanda Antena Comercial (LAC), inserido nas comemorações do 16 de Junho, Dia da Criança Africana que se assinala hoje.

16/06/2024  Última atualização 10H45
Autora defende mais livros de motivação para as crianças © Fotografia por: Vigas da Purificação | edições novembro

O livro vai ser apresentado, hoje, às 10h00, no pátio da Rádio Kairós, em frente à Igreja Metodista. O lançamento oficial está previsto para a próxima sexta-feira, dia 21. Em declarações, ontem ao Jornal de Angola, a pequena Isaura Teixeira Afonso resumiu o conto que narra a estória de uma rapariga chamada Cassola, que transmite as crianças que os sonhos podem ser alcançados com determinação,  coragem e vontade de fazer as coisas, sobretudo obedecer as orientações dos adultos.

De acordo com o enredo,  Cassola é personagem principal tem nove irmãos. Sempre foi tratada de modo indiferente por ser a mais pequena e a caçula. Então, disse, todos em casa tentam arranjar trabalho porque os país não tinham muito dinheiro para sustentar os filhos e que Cassola era vista como um "fardo” na família.

A actividade de Cassola era na floresta, mas todos os dias ouvia um som assustador. Como era curiosa, foi procurá-lo. Durante o percurso observa uma casa assombrada, mas mesmo assim quis entrar. Ela, colocou-se à vontade e fez uma refeição. De repente, o dono da casa aparece e farto do barulho das crianças daquela aldeia porque estavam sempre a rir e a cantar.

Como a pequena não quis que o monstro destruísse a aldeia, pegou nas botas mágicas do monstro e  usou-as para o conseguir derrotar, o que veio acontecer. Enfrentou o monstro com toda a coragem e depois o rei daquelas terras pediu que continuasse a ajudar as crianças a serem corajosas e com a recompensa financeira do rei, a família nunca mais passou fome.

Jogo de tabuleiro"Casa das Loucuras”

Um dos capítulos do livro é a "Casa das Loucuras”, ideia, segundo Isaura Afonso, desenvolvida na escola nos tempos livres.  "Sempre que me sobrava um tempo para brincar, aproveitava-o para criar histórias e jogos de diversão com os colegas. Então, decidi criar um pequeno jogo de tabuleiro para nos entretermos.”

Isaura Afonso disse ter inventado alguns joguinhos infantis que decidiu partilhar com o pai que a incentivou a dar continuidade. "Um dia mostrei ao meu pai e motivou-me a criar também uma história sobre o jogo que fala de crianças que brincam em casa e aprendem coisas novas”.

De acordo com a autora do livro "A Cassola e o Mostro” o objectivo foi criar um jogo de entretenimento e educativo, em que as crianças possam aprender coisas novas e de utilidade para o desenvolvimento intelectual dos pequenos. "A ideia foi criar uma história sobre a importância de se incentivar as criar para o gosto da leitura e continuarem a ser mais criativos”.

O livro pode ser adquirido em todas as lojas da Imprensa Nacional, nas províncias de Benguela, Huambo, Cabinda, Lunda Sul e Uíge. Podem ser comprados, no Nosso Centro, no Serviço Integrado de Atendimento ao Cidadão (SIAC) do Talatona e Zango. Para a semana, o livro estará a ser comercializado também no Colégio Mundo Novo, onde a Isaura estuda. O livro está a ser comercializado ao preço oficial de 4.500 kwanzas.

O pai da autora do livro, Manuel Armando Afonso explicou que a ideia da produção do livro surgiu por incentivo do tio Mandela, notou a inclinação da Isaura pela escrita, ainda, aos 8 anos de idade.

Apostar no talento das crianças

A directora Comercial da Imprensa Nacional, Neid de Guimarães explicou que o acto de pré-lançamento da obra "A Cassola e o Monstro” de Isaura Afonso, visa promover vários projectos para incentivar a criação e o surgimento de novos talentos. Por ser uma criança com talento, disse a Imprensa Nacional, abraçou a causa infantil.  "Nós temos estado a fazer um trabalho de mobilização para a publicação de livros infantis, os familiares da Isaura ouviram o apelo e levaram o projecto à Imprensa Nacional, em que foi avaliado o conteúdo e achamos muito interessante, sobretudo por ser uma criança a escrever para outras crianças. Então abraçamos o projecto.” A Imprensa Nacional, segundo Neid de Guimarães, produziu o livro com custos próprios.

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