Opinião

Livre circulação

Escrevo para enaltecer as lideranças africanas pelo facto de, directa ou indirectamente, estarem a efectivar o sonho dos pais-fundadores de África, que sonhavam com um continente unido.

25/06/2019  Última atualização 09H03

Se há mais de 50 anos, líderes visionários como NkwameNkrumah já idealizavam uma África completamente unida, no seu aspecto político, hoje as lideranças tentam com sucesso efectivar isso pela via económica. A ideia de uma Zona de Livre Comércio em todo o continente vai transformar completamente África. Acho que é desta vez que, pela primeira vez, o continente vai poder elevar a sua participação no comércio mundial, onde conta apenas em até três por cento. Espero que as autoridades angolanas estejam a encarar a possibilidade do país embarcar nesta histórica ideia porque os ganhos são monumentais. Trata-se de um processo difícil que envolve alguma complexidade, é verdade, mas se virmos bem todos os processos de integração apresentam sempre no princípio ou mesmo no decorrer muita complexidade. Não acho que, por exemplo, a caminhada que a Comunidade do Carvão e do Aço, até dar lugar a Comunidade Económica até chegar a União Europeia, tenha sido tudo feita sem problemas. Ainda hoje vemos situações que, volta e meia, não cessam de ameaçar os fundamentos em que ergueram tão importante instituição que congrega mais de 25 países. Se formos capazes de implementar em África a chamada Zona de Livre Comércio, um mecanismo que vai contribuir para a liberalizar a circulação de pessoas e bens, não há dúvidas de que numerosos indicadores sociais como a pobreza, o desemprego, a falta de mercado e de oportunidade podem conhecer uma outra realidade. Mas é preciso que haja coragem política para se implementar sem restrições que acabem por desvirtuar a liberdade na circulação de pessoas e bens. Acho que as lideranças africanas devem investir muito na melhoria das condições das vias de comunicações. As estradas precisam de estar em melhores condições para que o sonho de uma Zona de Livre Comércio não venham sofrer as mesmas barreiras que essa realidade internamente em muitos países já passa.
Augusto Martins|Cazombo

Consumo de álcool
Embora não tenhamos dados ou estudos, julgo que os níveis de consumo de bebidas fermentadas ou destiladas aumentou na mesma proporção em que diminuíram as idades por parte dos consumidores. Ou seja, aumentou o consumo de bebidas alcoólicas na mesma velocidade com que tendem a aparecer mais jovens a consumirem, mesmo apesar da proibição de venda a menores. Aos fins de semana, passando por locais de consumo, tem sido possível notar a presença de meninos e meninas cujas idades oscilam entre a adolescência e a juventude, dos catorze, quinze e dezasseis anos a consumirem bebidas proibidas para as suas idades. Nas zonas periféricas de Luanda passou a ser muito popularizada a chamada “caipirinha”, uma mistura nem padronizada e que muitos adolescentes e jovens consomem em grandes quantidades. Acho que não ficava nada mal, apertarem os mecanismos de vigilância e punição aos comerciantes de bebidas alcoólicas que deliberadamente vendem aos mais novos. Os problemas de saúde, relacionados com o consumo de bebidas alcoólicas, deve levar as autoridades a fazer alguma coisa.
Paulino Garcia|Lobito

 

 

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