Opinião

Livre circulação

Editorial

O levantamento da cerca sanitária à província de Luanda, em obediência ao Decreto Presidencial sobre o Estado de Calamidade Pública que ontem entrou em vigor, foi uma medida assertiva, uma vez que vai facilitar a mobilidade entre Luanda e as demais províncias e reaproximar famílias.

02/09/2021  Última atualização 05H30
Luanda estava sob cerca sanitária há cerca de um ano e meio. Em consequência disso, muitas famílias ficaram afastadas, já que nem todos os cidadãos que pretendiam viajar conseguiam obter o teste da Covid-19 que era exigido, quer por razões financeiras, quer por razões de outra ordem. 

Mas o levantamento da cerca sanitária à província de Luanda traz , também,  vantagem para a economia nacional, uma vez que as trocas comerciais poderão ser efectuadas sem restrições. 

Trata-se de uma medida há muito aguardada, mas isto  não pode levar os cidadãos a baixarem a guarda no que diz respeito ao cumprimento das medidas de biossegurança. Antes,  deve servir de factor para que se tenha consciência de que a propagação do vírus continua a ser um facto, como disse o chefe da Casa Militar da Presidência da República, Francisco Furtado. 

 A livre circulação de pessoas e bens não significa o fim da pandemia da Covid-19. Para bem das famílias e da sociedade, os cidadãos  devem continuar a observar as medidas decretadas pelo Executivo. Esta deve ser uma preocupação constante de cada um de nós.  

Os números de mortes e de infecções que diariamente são relatados pela Direcção Nacional de Saúde Pública, devem levar-nos a uma reflexão profunda sobre o perigo da doença. A luta contra a Covid-19 não é apenas uma tarefa do Governo, é também uma questão de consciência individual. A Covid-19 existe e mata.  

Até agora, Angola tem conseguido controlar a doença, graças às medidas restritivas impostas pelo Executivo. A fragilidade do  sistema de saúde obriga as autoridades a serem pro-activas em situações como esta, para evitar o desaire, e o país tem sabido gerir a pandemia.  

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