Especial

“Litoral” enriquece imprensa regional

Maximiano Filipe | Benguela

Jornalista

A Edições Novembro, proprietária do Jornal de Angola, lançou ontem, na Catumbela, Benguela, a sua sétima publicação regional, em acto que contou com a presença do secretário de Estado para a Comunicação Social, Nuno Caldas Albino.

06/10/2021  Última atualização 08H42
© Fotografia por: Edições Novembro
O Litoral, lançado uma se-mana depois da apresentação pública do Chinguvo -  criando para cobrir a zona Leste do país - vai abordar assuntos ligados às províncias de Benguela e Cuanza-Sul.


No âmbito da dinamização da imprensa regional, a Edições Novembro procede, amanhã,  à apresentação pública do "Ventos do Sul”, que abarca as províncias do Namibe, Cuando Cubango e Cunene, e no sábado, ao relançamento do "Planalto” (Bié, Huambo e Huíla).

O secretário de Estado para Comunicação Social, Nuno Caldas Albino, que presenciou o acto de lançamento do "O Litoral”,  destacou a importância do novo jornal na abordagem de questões relevantes das províncias de Benguela e Cuanza-Sul.

Nuno Caldas Albino, que se referiu dos vários desafios do sector, afirmou que o Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social lançou um programa de redimensionamento do Centro de Formação de Jornalistas, para o reforço do processo de capacitação dos quadros.


Avançou que o Ministério está a apoiar a conclusão do novo Centro de Formação de Jornalistas, na província do Huambo, que vai atender toda Região Centro Sul, um empreendimento que vai, também, formar diversos quadros, quer a nível da SADC - em português e inglês - quer a nível da CPLP.


O secretário de Estado lembrou que o sector da Comunicação Social de Angola, lançou, desde 2018, um programa estratégico, visando assumir uma posição de maior proximidade, interacção e participação da cidadania.

Este plano estratégico, disse, está fixado em quatro eixos fundamentais, ancorados nas metas e objectivos inscritos no Plano Nacional de Desenvolvimento, tendo destacado a dignificação e valorização dos profissionais da Comunicação Social.


"O Ministério entende que se deve olhar melhor para os quadros da Comunicação Social, garantir e conferir melhor dignidade e condições sociais", referiu.


Na base do Plano Estratégico, acrescentou, a formação assume um pilar fundamental na valorização dos profissionais, para a superação e melhoria do seu desempenho.


O governante lembrou que o mundo vive um novo paradigma da comunicação, tendo em atenção a melhoria das tecnologias de informação, que está cada vez mais cristalizada, tornando a comunicação mais interactiva, sobretudo nas redes e plataformas digitais.

Referiu que, fazem parte dos desafios do Ministério, assegurar a modernização técnica e tecnológica dos órgãos de Comunicação Social, conclusão do programa de redimensionamento da comunicação institucional do Governo e  melhores condições de trabalho.

Nesta perspectiva, assegurou, que a nível de televisão estão em curso acções que permitem a migração do sistema analógico para o sistema digital, de modo a atender os desafios do novo paradigma e, sobretudo, os desafios que o mundo vive a nível das novas tecnologias.


O secretário de Estado referiu que foi introduzido no ordenamento jurídico da Comunicação Social angolana, dois importantes instrumentos que deverão atender os desafios políticos e sociais do país, que têm a ver com as rádios comunitárias e com a Lei das Sondagens e Pesquisas.


Lembrou que a Comunicação Social "assume um papel preponderante na vida de qualquer sociedade, um papel in-substituível na modelação política, social, económica e cultural de qualquer nação".
Nuno Caldas Albino defendeu um jornalismo equilibrado,  na perspectiva de  assegurar a pluralidade de informação.
Edições Novembro aposta na dinamização da imprensa regional

O presidente do Conselho de Administração da Edições Novembro, Drumond Jaime, explicou que o jornal "O Litoral", é um título regional, de circulação quinzenal, que deverá trazer assuntos relevantes das províncias de Benguela e Cuanza-Sul, já que Jornal de Angola, o principal título da empresa, não abarca todas as matérias importantes das diferentes regiões do país por razões de espaço.


É nesta perspectiva que surgem os jornais regionais, na base de um projecto da empresa, para atender as particularidades de cada região do país, principalmente, retratando as suas potencialidades económicas, políticas, sociais e culturais.
Drumond Jaime afirmou que "O Litoral" tem como particularidade, ser um órgão de uma das regiões mais importantes de Angola. Lembrou que Benguela dispõem de infra-estruturas fundamentais para o desenvolvimento de Angola, como o Corredor do Lobito e o Porto, dentre outras.


O PCA da Edições Novembro sublinhou outras infra- estruturas que existiam antigamente com grandes perspectivas para serem reabilitadas, como a produção da cana-de-açúcar.


Explicou que "O Litoral" é, também, um meio fundamental para que os estudiosos possam apresentar matérias sobre a história, sociologia, antropologia dos povos e das diferentes regiões quer de Benguela e Cuanza- Sul. "Há muita coisa local que não é conhecida e, às vezes, só se vê lá fora e muitas vezes com uma perspectiva errada, porque é feita na visão de pessoas que não são de cá", rematou.


"O Litoral", disse, é, também, uma forma de as pessoas da terra apresentarem os seus estudos sobre a realidade dos povos das diferentes regiões, um meio para os empresários locais darem a conhecer os seus negócios pela via da publicidade ou pela via das reportagens", referiu.


O PCA da Edições Novembro agradeceu ao governo de Benguela pelo apoio, disponibilidade e acolhimento prestados para a realização do acto de lançamento do veio e suplemento informativo.


Assistiram ao acto de lançamento, deputados do círculo provincial de Benguela, administradores municipais, empresários membros do Governo Provincial. O evento que contou com momentos culturais protagonizados pelo grupo de dança tradicional da região da Catumbela.


Mais informação de Benguela e Cuanza-Sul

No esforço da dinamização da imprensa regional, uma preocupação central do Executivo em execução pelo Ministério das Telecomunicações Tecnologias de Informação e Comunicação Social, apresentamos o jornal regional "O Litoral ", dedicado à cobertura de assuntos ligados às províncias de Benguela e Cuanza-Sul.

Aqui, os jornalistas locais encontrarão espaço para trazer ao país e ao mundo os aspectos mais marcantes da vida económica, social, cultural e política da região. Terão, também, espaço privilegiado os especialistas das diferentes áreas do saber, que podem apresentar aqui matérias de interesse das suas vertentes de estudo centradas na região.

"O Litoral " é um jornal com periodicidade quinzenal, distribuído em papel para todas as províncias do país e em formato digital para o mundo. Numa primeira fase, será apenas apresentado em língua portuguesa, passando no mais breve espaço de tempo, a contar com um resumo das notícias de maior destaque na principal língua local, permitindo a que mais angolanos tenham acesso à informação.

O maior objectivo da criação do presente jornal, além de uma maior difusão das notícias sobre a região, é também de ser ele um dos principais difusores das potencialidades económicas da região e dos aspectos mais marcantes da História e da identidade cultural dos povos. Aqui, os empresários encontrarão uma plataforma fundamental de promoção dos seus negócios, um meio de ligação com outras realidades económicas e potenciais parceiros ou investidores, quer pela via da publicidade quer mesmo pela via da reportagem.


Do mesmo modo, os historiadores, antropólogos, sociólogos e outros especialistas das Ciências Sociais, terão espaço para divulgar os estudos sobre os diferentes povos, usos e costumes e a sua história ancestral. Não nos esquecemos dos arquitectos e construtores civis que serão indispensáveis na apresentação de soluções para as cidades ou para o desenvolvimento das áreas rurais, ou ainda dos agrónomos que poderão fazer desfilar todo o conhecimento sobre as sementes mais adequadas para a região, por exemplo.

Os governos das províncias concernentes têm aqui um instrumento indispensável para comunicar com os governados, apresentando os trabalhos que estão a realizar na construção e reconstrução de infra-estruturas económicas e sociais que tenham impacto na vida da população, discutir com estas a viabilidade dos projectos ou outras intenções de governação. Os cidadãos terão, também, o seu espaço para avaliar o desempenho dos que os governam ou ainda apresentar sugestões sobre aquilo que pensam que deve ser feito pela governação para melhor garantir os seus interesses.

O jornal "O Litoral” lançado numa das regiões pioneiras do jornalismo angolano, com histórias e figuras que marcaram de forma indelével esta profissão, provavelmente a maior mediadora entre as diferentes camadas de uma sociedade, pretende ser a maior plataforma de circulação de conhecimento e saberes entre a região de Benguela e Cuanza-Sul, com o país e o mundo.
Drumond Jaime

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