Política

Língua Portuguesa é factor de unidade dos povos da CPLP

O ministro das Relações Exteriores, Téte António, destacou, quinta-feira(6), em Luanda, quando procedia à abertura das actividades alusivas à semana da Língua Portuguesa, “a sua importância como factor de unidade dos povos”, condição que permitiu ser reconhecida pela UNESCO como património imaterial, em Novembro de 2019.

06/05/2022  Última atualização 10H15
Ministro Téte António destaca importância da língua na articulação entre as populações © Fotografia por: Contreiras Pipa | Edições Novembro

Téte António, que sublinhou a particularidade da "unidade dos povos” através do português, num momento de grande orgulho para os seus falantes, abriu a celebração da Língua Portuguesa, que assinala, também, as festividades da Cultura da CPLP, cujos laços são solidificados nas diferenças entre a forma de estar de cada Estado-membro. O ministro presidiu a cerimónia, ladeado pela ministra da Educação, Luísa Grilo, pelo secretário executivo da CPLP, Zacarias da Costa, e pelo director do Bureau Internacional da UNESCO, Ydo Yao.           

O secretário executivo da CPLP, Zacarias da Costa, valorizou o empenho dos Estados-membros, que têm feito muito pela "valorização da Língua Portuguesa como importante plataforma facilitadora da cooperação multilateral com países de outras expressões linguísticas”.

Para a ministra da Educação, Luísa Grilo, ao destacar intemporaneidade da língua portuguesa em Angola, referiu que a mesma já se falava no século XV, na capital do Reino do Kongo, "que terá sido a primeira região do continente africano a preocupar-se com o ensino-aprendizagem de uma língua proveniente da Europa”. Por seu turno, o director do Bureau Internacional da UNESCO, Ydo Yao, que falou em nome da Direcção Geral da Organização, enfatizou a multilateralidade cultural da Língua Portuguesa, que consegue, no seu entender, "penetrar em culturas e civilizações de países cujas línguas oficiais não é o português”. A actividade decorreu no auditório Afonso Van-Dúnem Mbinda, no edifício sede do Ministério das Relações Exteriores, e foi testemunhada pelo ministro dos Assuntos Exteriores e Cooperação da Guiné Equatorial, Simeon Oyono Angue. Assistiram igualmente a cerimónia os ministros da Cultura de Portugal, da Guiné-Bissau, de São Tomé e Príncipe e do ministro da Cultura e Turismo de Moçambique.  

Jornais destacam Língua Portuguesa na Etiópia

A Embaixada de Angola na República Democrática Federal da Etiópia, Addis Abeba, informou, ontem, que dois jornais etíopes de grande circulação, o Ethiopian Herald e o Addis Zemen, publicaram textos sobre a importância da Língua Portuguesa no contexto universal, com uma abordagem genérica dedicando "Três vivas a uma língua muito viva”, orgulhando, assim, os falantes no Dia de celebração da Língua Portuguesa.

Os textos publicados em inglês e em português, no Jornal Ethiopian Herald, e em amárico, língua mais falada na Etiópia, e em português, no Addis Zemen, marca o início do programa de comemorações do Dia Mundial da Língua Portuguesa, organizado pela Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) naquele país da África Oriental.

O grupo da CPLP, na Etiópia, é constituído pelas embaixadas de Angola (que ocupa a presidência em exercício), Brasil, Guiné-Bissau, Guiné-Equatorial, Moçambique e Portugal. As matérias, genericamente, intituladas "Três vivas a uma língua muito viva”, que destaca a proclamação da efeméride pela UNESCO, em 2019, com um reconhecimento global da Língua Portuguesa, indica a nota que o Jornal de Angola teve acesso.

O programa prevê, também, a realização, em Addis Abeba, de uma mesa redonda sobre a importância da Língua Portuguesa nas organizações internacionais, em especial na União Africana (UA), e a constituição do núcleo dinamizador da Associação de Lusofalantes na Etiópia.

As comemorações envolvem, igualmente, a organização de um seminário científico-prático sobre resolução de conflitos e processos de pacificação e reconciliação nacional, segundo a mensagem do grupo da CPLP na Etiópia, das celebrações do Dia Mundial da Língua Portuguesa,”Três vivas a uma língua muito viva”.

A língua portuguesa é um marcador identitário, ligando centenas de milhões de indivíduos, em todos os continentes, unindo povos através das ondas e marés dos oceanos. A nota acrescenta que é um idioma rico e dinâmico, maternalmente adoptando os contributos lexicais de muitos outros idiomas, como os falados pelas primeiras nações ameríndias, os povos bantu árabe, o cantonês, o hindi e diversas línguas europeias, formando desta forma a Língua Portuguesa.

Propósitos comerciais despoletaram a disseminação do português, há mais de 500 anos, por feitorias costeiras. Recordando, nessa época remota, mares ignotos e trocas de informações, conhecimento de novas plantas e frutos, tendo ficado o nome da laranja doce, que significa "bertukan”, em amárico, e "burtukaana”, na língua oromo, extensões metonímicas do nome Portugal.

A mensagem explica que a língua portuguesa abre-se a variados sotaques, sons, ritmos, sabores, vozes, estórias, paisagens, estilos de vida, e está presente na inovação, turismo, economia, na pesquisa científica e na tecnologia avançada.

 

  

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